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Jerônimo assume protagonismo nas articulações da base e diz que pode impor unidade na definição da chapa

Em meio às divergências entre PT e PSD nas negociações para a composição da chapa majoritária de 2026, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), afirmou que cabe a ele conduzir o processo de mediação política e garantir a coesão da base aliada.

Devid Santana
Devid Santana

As declarações foram dadas nesta terça-feira (3), durante a sessão que marcou a retomada dos trabalhos legislativos na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA).

Jerônimo destacou que a função de arbitrar conflitos faz parte do papel de quem ocupa o comando do Executivo estadual, citando exemplos de seus antecessores. “Tenho a responsabilidade de mediar, como Jaques Wagner e Rui Costa tiveram em seus respectivos momentos. Agora é a minha vez. Sou alguém que escuta, dialoga e suporta pressões, mas que também sabe tomar decisões”, afirmou.

O governador reforçou que o diálogo seguirá como prioridade, mas admitiu que poderá agir de forma mais firme caso seja necessário para preservar a unidade do grupo político. “Se for preciso, vou bater na mesa para dizer que precisamos construir um ambiente de pacificação e união”, declarou.

Jerônimo também deixou claro que não pretende tratar de pleitos individuais de parlamentares, ressaltando a importância de respeitar as instâncias partidárias. Segundo ele, o diálogo do governo ocorre institucionalmente com as direções das siglas. “Nossa relação é com os partidos. Quando é o PT, conversamos com a presidência do PT; quando é o PCdoB, com a presidência do PCdoB. Não faz sentido negociar individualmente e enfraquecer as lideranças partidárias”, pontuou.

No caso do PSD, o governador reafirmou que o interlocutor principal é o senador Otto Alencar, presidente estadual da legenda. “Mesmo quando surgem manifestações públicas de deputados ou senadores, eu acompanho e apuro, mas a relação formal é com Otto, e assim será até o fechamento final da chapa de 2026”, disse.

O chefe do Executivo estadual anunciou ainda que pretende se reunir com Otto Alencar nos próximos dias para avaliar o cenário interno da base aliada. O encontro, segundo Jerônimo, servirá para fazer um diagnóstico das tensões existentes e alinhar estratégias políticas.

“Não gostaria de perder ninguém e não trabalhamos para isso. Nosso objetivo é unificar. Otto está em Brasília, falou comigo ainda cedo hoje, e quando retornar vamos realizar, ainda esta semana, uma reunião do conselho do governo para analisar o momento político”, concluiu.

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