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Israel afirma que ataque conjunto com EUA matou Ali Khamenei; Irã nega

Uma ofensiva militar coordenada entre Israel e Estados Unidos teria resultado na morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, segundo informações divulgadas por autoridades israelenses neste sábado (28). O governo iraniano, por sua vez, negou a informação, embora não tenha apresentado provas públicas de que o aiatolá esteja vivo.

Foto: Divulgação/Arquivo
Foto: Divulgação/Arquivo

De acordo com relatos atribuídos a Tel Aviv, a informação teria sido compartilhada com Washington e com veículos da imprensa internacional. Mais cedo, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou que existiam “fortes indícios” de que o líder iraniano “já não estaria entre nós”.

Complexo residencial destruído

Netanyahu afirmou que o complexo onde Khamenei residia, em Teerã, foi atingido por bombardeios israelenses. Imagens de satélite divulgadas pelo jornal The New York Times mostrariam danos significativos à área. Ainda assim, a mídia estatal iraniana sustentou que tanto o líder supremo quanto o presidente Masoud Pezeshkian permanecem vivos.

O chanceler iraniano Abbas Araghchi declarou que, “até onde sabia”, Khamenei teria sobrevivido. Já o porta-voz diplomático Esmaeil Baghaei disse à rede ABC News que não podia confirmar a situação dos líderes, ressaltando que o foco do país seria a defesa nacional.

Ataque de grandes proporções

Segundo Israel, a operação envolveu cerca de 200 aeronaves e teria atingido aproximadamente 500 alvos estratégicos, incluindo comandantes da Guarda Revolucionária e cientistas ligados ao programa nuclear iraniano. O governo iraniano reconheceu baixas entre integrantes da cúpula, mas afirmou que não houve comprometimento da governabilidade.

O Crescente Vermelho informou que 201 pessoas morreram e 747 ficaram feridas. O Pentágono declarou que não houve baixas entre militares americanos. Em Abu Dhabi, ao menos um civil teria morrido em meio à escalada regional.

A ofensiva ocorreu mesmo após o anúncio de uma nova rodada de negociações sobre o programa nuclear iraniano, que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou querer ver completamente desmantelado.

Impacto histórico e cenário incerto

Se confirmada, a morte de Khamenei representaria um marco sem precedentes: seria a primeira vez que um chefe de Estado em exercício morreria em uma operação diretamente liderada por Washington.

Khamenei comandava o Irã desde 1989, quando sucedeu o fundador da República Islâmica, Ruhollah Khomeini.

Em pronunciamentos recentes, Trump e Netanyahu chegaram a conclamar a população iraniana a se mobilizar contra o regime. “Concluam o trabalho”, afirmou o premiê israelense.

Sucessão e risco de instabilidade

Pelas regras institucionais iranianas, na ausência do líder supremo, o poder seria exercido temporariamente por uma junta composta pelo presidente da República, pelo chefe do Judiciário e por um integrante do Conselho dos Guardiões. Caberia à Assembleia de Peritos — formada por 88 membros — escolher o sucessor definitivo.

Entre os nomes especulados anteriormente estava o de Mojtaba Khamenei, filho do aiatolá. No entanto, com o país sob ataque e diante de possíveis danos à cadeia de comando da Guarda Revolucionária, o cenário sucessório torna-se imprevisível.

Analistas apontam desde a possibilidade de maior protagonismo militar até o risco de guerra civil, especialmente diante da ausência de sinais de uma intervenção terrestre estrangeira para reorganizar o poder interno.

A situação permanece fluida, com versões conflitantes e alto grau de incerteza sobre os desdobramentos políticos e militares na região.

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