Após declaração de Jerônimo Rodrigues, cresce disputa interna por vaga de vice na chapa governista
- Adilson Silva

- há 1 dia
- 4 min de leitura
Depois de o governador Jerônimo Rodrigues afirmar que ainda não há definição sobre o nome que ocupará a vice em sua chapa na disputa pela reeleição, partidos da base aliada intensificaram as articulações para conquistar o espaço.

A declaração foi interpretada como um recuo em relação ao anúncio feito anteriormente pelo senador Jaques Wagner, que havia indicado o atual vice, Geraldo Jr., como nome certo para permanecer na posição.
Com a sinalização de que o posto segue em aberto, PSD e Avante — considerados, depois do PT, os principais partidos da base — passaram a pressionar por maior protagonismo na formação da chapa. Lideranças das duas legendas avaliam que a manutenção de Geraldo Jr. não agregaria força eleitoral suficiente ao projeto de reeleição, sobretudo diante da predominância petista nas demais vagas.
No PSD, parlamentares defendem o nome da presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, Ivana Bastos, como alternativa viável. A deputada, no entanto, já sinalizou que só avançaria com eventual candidatura caso tenha o aval do presidente da sigla na Bahia, o senador Otto Alencar. Otto, por sua vez, mantém postura cautelosa, especialmente após a indicação de seu filho, Otto Alencar Filho, para o Tribunal de Contas do Estado.
Enquanto isso, o Avante intensifica sua movimentação. O partido é liderado na Bahia pelo ex-deputado Ronaldo Carletto, nome defendido pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa, para compor a chapa como vice. A articulação, porém, encontra resistência de Jaques Wagner, que tentou consolidar antecipadamente o nome de Geraldo Jr. durante viagem internacional do governador — movimento posteriormente esvaziado por Jerônimo ao retornar ao Estado.
Carletto, segundo interlocutores, não enfrentaria oposição direta de Otto Alencar, devido a relações políticas e pessoais consolidadas. Já no MDB, cresce a preocupação com a possibilidade de perda do espaço na chapa, caso o vice atual seja substituído. A legenda chegou a discutir alternativas internas, mas avalia o risco de desgaste político em meio à disputa.
Nos bastidores, aliados afirmam que Jerônimo busca um nome capaz de ampliar alianças e fortalecer a campanha. O governador teria reconhecido que, apesar da relação pessoal com Geraldo Jr., o vice perdeu parte do capital político que o ajudou em 2022. Nesse cenário, o nome de Carletto é visto como competitivo, tanto pela estrutura partidária quanto pela capacidade de investimento na campanha.
Outras lideranças também passaram a ser monitoradas. Entre elas, o prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo, e o prefeito de Jequié, Zé Cocá. Ambos mantêm proximidade com ACM Neto, pré-candidato do União Brasil ao governo, e ainda não tornaram pública sua posição para a próxima eleição.
A movimentação recente também provocou reações no MDB. O ex-ministro Geddel Vieira Lima utilizou as redes sociais para manifestar apoio à reeleição de Jaques Wagner e elogiou o senador Angelo Coronel, que rompeu com o governo estadual e hoje integra o campo político de ACM Neto. A declaração foi interpretada como mais um sinal das tensões que atravessam a base governista.
Com o cenário indefinido, a escolha do vice promete continuar sendo um dos principais pontos de disputa interna antes da consolidação oficial da chapa.Depois de o governador Jerônimo Rodrigues afirmar que ainda não há definição sobre o nome que ocupará a vice em sua chapa na disputa pela reeleição, partidos da base aliada intensificaram as articulações para conquistar o espaço. A declaração foi interpretada como um recuo em relação ao anúncio feito anteriormente pelo senador Jaques Wagner, que havia indicado o atual vice, Geraldo Jr., como nome certo para permanecer na posição.
Com a sinalização de que o posto segue em aberto, PSD e Avante — considerados, depois do PT, os principais partidos da base — passaram a pressionar por maior protagonismo na formação da chapa. Lideranças das duas legendas avaliam que a manutenção de Geraldo Jr. não agregaria força eleitoral suficiente ao projeto de reeleição, sobretudo diante da predominância petista nas demais vagas.
No PSD, parlamentares defendem o nome da presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, Ivana Bastos, como alternativa viável. A deputada, no entanto, já sinalizou que só avançaria com eventual candidatura caso tenha o aval do presidente da sigla na Bahia, o senador Otto Alencar. Otto, por sua vez, mantém postura cautelosa, especialmente após a indicação de seu filho, Otto Alencar Filho, para o Tribunal de Contas do Estado.
Enquanto isso, o Avante intensifica sua movimentação. O partido é liderado na Bahia pelo ex-deputado Ronaldo Carletto, nome defendido pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa, para compor a chapa como vice. A articulação, porém, encontra resistência de Jaques Wagner, que tentou consolidar antecipadamente o nome de Geraldo Jr. durante viagem internacional do governador — movimento posteriormente esvaziado por Jerônimo ao retornar ao Estado.
Carletto, segundo interlocutores, não enfrentaria oposição direta de Otto Alencar, devido a relações políticas e pessoais consolidadas. Já no MDB, cresce a preocupação com a possibilidade de perda do espaço na chapa, caso o vice atual seja substituído. A legenda chegou a discutir alternativas internas, mas avalia o risco de desgaste político em meio à disputa.
Nos bastidores, aliados afirmam que Jerônimo busca um nome capaz de ampliar alianças e fortalecer a campanha. O governador teria reconhecido que, apesar da relação pessoal com Geraldo Jr., o vice perdeu parte do capital político que o ajudou em 2022. Nesse cenário, o nome de Carletto é visto como competitivo, tanto pela estrutura partidária quanto pela capacidade de investimento na campanha.
Outras lideranças também passaram a ser monitoradas. Entre elas, o prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo, e o prefeito de Jequié, Zé Cocá. Ambos mantêm proximidade com ACM Neto, pré-candidato do União Brasil ao governo, e ainda não tornaram pública sua posição para a próxima eleição.
A movimentação recente também provocou reações no MDB. O ex-ministro Geddel Vieira Lima utilizou as redes sociais para manifestar apoio à reeleição de Jaques Wagner e elogiou o senador Angelo Coronel, que rompeu com o governo estadual e hoje integra o campo político de ACM Neto. A declaração foi interpretada como mais um sinal das tensões que atravessam a base governista.
Com o cenário indefinido, a escolha do vice promete continuar sendo um dos principais pontos de disputa interna antes da consolidação oficial da chapa.







Comentários