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Irmãos Vieira Lima evitam comentar pressão para saída de Geraldo Júnior da chapa de Jerônimo

Os ex-deputados Geddel Vieira Lima e Lúcio Vieira Lima, principais lideranças do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) na Bahia, mantêm silêncio diante da crescente pressão política para que o vice-governador Geraldo Júnior deixe a chapa majoritária do governador Jerônimo Rodrigues (PT) nas eleições deste ano.

A situação ocorre em meio ao aumento das especulações sobre mudanças na composição da chapa governista. Nos bastidores, lideranças da base aliada defendem ajustes para ampliar o espaço do Partido Social Democrático (PSD) na disputa eleitoral.

Possível espaço para o PSD

Durante entrevista concedida nesta segunda-feira, Jerônimo Rodrigues admitiu a possibilidade de alterações na chapa, destacando o compromisso político com o senador Otto Alencar, uma das principais lideranças do PSD no estado.

Segundo o governador, o partido deverá ter participação na composição majoritária como reconhecimento à atuação e lealdade política dentro do grupo governista.

Tensão nos bastidores

O debate sobre mudanças na chapa ganhou força após um episódio envolvendo o vice-governador. Na semana passada, Geraldo Júnior compartilhou em um grupo de WhatsApp com lideranças políticas uma mensagem com críticas ao ministro da Casa Civil, Rui Costa. A publicação foi apagada pouco depois, mas acabou repercutindo nos bastidores da política baiana.

O episódio aumentou o clima de tensão dentro da base do governo estadual.

Reuniões e alternativas

Aliados do governo avaliam que a permanência de Geraldo Júnior na chapa tem se tornado cada vez mais incerta diante das pressões internas. No domingo (8), Rui Costa, Otto Alencar e o senador Jaques Wagner (PT) se reuniram para discutir possíveis cenários para a composição da chapa.

Entre as alternativas analisadas estaria a indicação de um nome do PSD para a vaga de vice, como a presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, a deputada Ivana Bastos.

Futuro do MDB na base

Diante do cenário de incerteza, cresce a dúvida sobre o futuro do MDB dentro da base governista na Bahia. Nos bastidores, há relatos de que integrantes do partido estariam dialogando com o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), sobre uma possível aproximação com o grupo de oposição.

O ambiente político também ficou mais conturbado após o senador Angelo Coronel anunciar recentemente sua saída do PSD e do grupo governista. O parlamentar teria iniciado conversas para se filiar ao Podemos, partido que atualmente busca reorganizar sua presença política no estado.

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