Senadores relatam pressão de Alcolumbre contra indicação de Jorge Messias ao STF
- Adilson Silva

- há 5 horas
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Presidente do Senado nega atuação e afirma manter postura institucional
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), teria atuado nos bastidores para tentar barrar a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), segundo relatos de parlamentares.

De acordo com senadores ouvidos pela imprensa, Alcolumbre teria pedido a colegas que votassem contra o nome indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A suposta articulação contrasta com a posição pública adotada pelo senador, que afirma não interferir no processo.
Em nota, o presidente do Senado negou qualquer movimentação nesse sentido e criticou o que classificou como “conversas de bastidores” sem confirmação. Segundo ele, sua atuação segue os trâmites institucionais.
Divergências e articulações
Nos bastidores, a indicação de Messias não teria sido bem recebida por Alcolumbre, que defendia a escolha do senador Rodrigo Pacheco (PSB) para a vaga na Corte. A decisão do Palácio do Planalto teria provocado um distanciamento político.
Relatos indicam que o presidente do Senado avalia que uma eventual rejeição do indicado poderia fortalecer o papel do Legislativo nas futuras indicações ao STF, ampliando a necessidade de negociação prévia com os senadores.
Clima no Senado
Apesar das especulações, integrantes do governo afirmam que Alcolumbre tem mantido postura neutra durante a tramitação. O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT), declarou que o presidente da Casa não tem atuado para favorecer a aprovação, mas também não estaria dificultando o processo.
O relator da indicação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) é o senador Weverton Rocha (PDT), aliado de Alcolumbre e próximo ao governo, que trabalha pela aprovação do nome.
Disputa apertada
A votação ocorre em meio a um cenário de incerteza. Setores da oposição estimam reunir cerca de 30 votos contrários à indicação, enquanto governistas afirmam ter ao menos 45 votos favoráveis — o mínimo necessário para aprovação é de 41, em um total de 81 senadores.
Caso rejeitada, a indicação de um ministro ao STF marcaria um episódio raro na história política brasileira, já que situações semelhantes não ocorrem há mais de um século.







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