Impasse entre governo e oposição impede instalação de comissão de Segurança na Assembleia da Bahia
- Adilson Silva

- há 2 horas
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A Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) ainda não conseguiu instalar, em 2026, a Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública. O motivo é um impasse político entre deputados da base governista e da oposição em torno da escolha do presidente do colegiado.

Pelo acordo firmado entre os blocos parlamentares, o comando da comissão caberia à minoria. No entanto, a indicação do deputado Leandro de Jesus (PL), feita pelo líder da oposição Tiago Correia (PSDB), enfrenta resistência de parlamentares ligados ao governo do governador Jerônimo Rodrigues (PT).
Sessões sem quórum
Nesta terça-feira (10), quando estava prevista mais uma reunião para instalação da comissão, deputados da base governista novamente não registraram presença, impedindo a formação de quórum.
A situação já havia se repetido na semana anterior. Na ocasião, o deputado Marcelino Galo (PT), responsável por conduzir a reunião que convocaria a eleição interna, chegou a marcar presença, mas a sessão acabou esvaziada. Segundo relatos, houve articulação entre parlamentares governistas para que não comparecessem ao encontro.
Resistência ao nome indicado
Entre os críticos da indicação de Leandro de Jesus está o deputado Hilton Coelho (PSOL), que declarou publicamente não concordar com o nome do parlamentar para presidir a comissão. Também teriam participado das articulações para esvaziar a reunião os deputados Radiovaldo Costa (PT) e Marcelino Galo.
Prazo já expirado
A composição da comissão foi formalizada no dia 20 de fevereiro, quando Tiago Correia enviou ofício indicando Leandro de Jesus como membro titular, substituindo o deputado Diego Castro (PL).
De acordo com o regimento interno da Assembleia, após a definição dos membros, o colegiado teria até seis dias para eleger presidente e vice-presidente — prazo que se encerrou em 26 de fevereiro sem que a votação fosse realizada.
Debate ocorre em meio à crise na segurança
A paralisação da comissão acontece em um momento de forte preocupação com a segurança pública no estado. Dados recentes apontam que a Bahia liderou o número de mortes violentas no Brasil em 2025, o que aumenta a pressão para que o colegiado comece a funcionar e discuta medidas sobre o tema.







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