Haddad deve deixar Ministério da Fazenda para disputar governo de São Paulo
- Adilson Silva

- há 3 dias
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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deve deixar o cargo no governo federal na próxima semana para se dedicar à disputa pelo governo de São Paulo. A decisão já é tratada como certa por aliados próximos do ministro, que até recentemente ainda demonstravam dúvidas sobre sua disposição para entrar na corrida eleitoral.

A saída do ministério ocorre após conversas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com quem Haddad discutiu o futuro político em encontros realizados nas últimas semanas. Nos bastidores, Lula já vinha sinalizando a aliados que a candidatura do atual ministro estava encaminhada.
Antes de oficializar a candidatura ao Palácio dos Bandeirantes, Haddad deve fazer uma breve pausa e iniciar a articulação política para a formação de sua base de apoio. Entre as prioridades está a escolha do candidato a vice-governador, que, segundo ele costuma afirmar a interlocutores, precisa ser alguém de sua confiança.
Possível composição da chapa
Nos bastidores, há a expectativa de que duas ministras do governo federal integrem o projeto político em São Paulo. A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e a ministra do Planejamento, Simone Tebet, são cotadas para disputar vagas no Senado pela chapa liderada por Haddad.
Para isso, ambas precisariam fazer mudanças partidárias. A tendência é que Marina deixe a Rede Sustentabilidade e se filie ao Partido dos Trabalhadores, enquanto Tebet poderia sair do Movimento Democrático Brasileiro para ingressar no Partido Socialista Brasileiro. No caso da ministra do Planejamento, também seria necessária a transferência do domicílio eleitoral de Mato Grosso do Sul para São Paulo.
Cenário eleitoral
Inicialmente, Haddad demonstrava resistência em disputar o cargo por receio de uma possível derrota. No entanto, aliados afirmam que Lula considera fundamental ter um candidato competitivo no maior colégio eleitoral do país, capaz de fortalecer o palanque do governo federal.
Outro fator que pesou na decisão foi o avanço de adversários nas pesquisas. O nome de Flávio Bolsonaro aparece em crescimento nos levantamentos de intenção de voto, o que teria contribuído para que Haddad reconsiderasse a disputa.
De acordo com levantamento recente do Datafolha, o governador Tarcísio de Freitas lidera o cenário estimulado com 44% das intenções de voto. Haddad aparece na sequência, com 31%. Também são citados na pesquisa Paulo Serra, Kim Kataguiri e Felipe d'Avila, com percentuais menores.
Quando o critério é grau de conhecimento do eleitorado, Haddad e Tarcísio aparecem tecnicamente empatados dentro da margem de erro. Já o vice-presidente Geraldo Alckmin, que já governou o estado por quatro mandatos, segue entre os nomes mais conhecidos do eleitor paulista.







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