top of page

Haddad deve deixar Ministério da Fazenda para disputar governo de São Paulo

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deve deixar o cargo no governo federal na próxima semana para se dedicar à disputa pelo governo de São Paulo. A decisão já é tratada como certa por aliados próximos do ministro, que até recentemente ainda demonstravam dúvidas sobre sua disposição para entrar na corrida eleitoral.

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil/Arquivo
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil/Arquivo

A saída do ministério ocorre após conversas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com quem Haddad discutiu o futuro político em encontros realizados nas últimas semanas. Nos bastidores, Lula já vinha sinalizando a aliados que a candidatura do atual ministro estava encaminhada.

Antes de oficializar a candidatura ao Palácio dos Bandeirantes, Haddad deve fazer uma breve pausa e iniciar a articulação política para a formação de sua base de apoio. Entre as prioridades está a escolha do candidato a vice-governador, que, segundo ele costuma afirmar a interlocutores, precisa ser alguém de sua confiança.

Possível composição da chapa

Nos bastidores, há a expectativa de que duas ministras do governo federal integrem o projeto político em São Paulo. A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e a ministra do Planejamento, Simone Tebet, são cotadas para disputar vagas no Senado pela chapa liderada por Haddad.

Para isso, ambas precisariam fazer mudanças partidárias. A tendência é que Marina deixe a Rede Sustentabilidade e se filie ao Partido dos Trabalhadores, enquanto Tebet poderia sair do Movimento Democrático Brasileiro para ingressar no Partido Socialista Brasileiro. No caso da ministra do Planejamento, também seria necessária a transferência do domicílio eleitoral de Mato Grosso do Sul para São Paulo.

Cenário eleitoral

Inicialmente, Haddad demonstrava resistência em disputar o cargo por receio de uma possível derrota. No entanto, aliados afirmam que Lula considera fundamental ter um candidato competitivo no maior colégio eleitoral do país, capaz de fortalecer o palanque do governo federal.

Outro fator que pesou na decisão foi o avanço de adversários nas pesquisas. O nome de Flávio Bolsonaro aparece em crescimento nos levantamentos de intenção de voto, o que teria contribuído para que Haddad reconsiderasse a disputa.

De acordo com levantamento recente do Datafolha, o governador Tarcísio de Freitas lidera o cenário estimulado com 44% das intenções de voto. Haddad aparece na sequência, com 31%. Também são citados na pesquisa Paulo Serra, Kim Kataguiri e Felipe d'Avila, com percentuais menores.

Quando o critério é grau de conhecimento do eleitorado, Haddad e Tarcísio aparecem tecnicamente empatados dentro da margem de erro. Já o vice-presidente Geraldo Alckmin, que já governou o estado por quatro mandatos, segue entre os nomes mais conhecidos do eleitor paulista.

Comentários

Avaliado com 0 de 5 estrelas.
Ainda sem avaliações

Adicione uma avaliação
BANNER-MULTIVACINAÇÃO-728x90px---PMS.gif

© 2023 por Amaury Aquino e Design Digital

bottom of page