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Guarda Revolucionária do Irã anuncia fechamento do estreito de Hormuz e ameaça atacar navios

Por Redação02/03/2026

às 19h45


A Guarda Revolucionária do Irã declarou nesta segunda-feira (2) o fechamento do estreito de Hormuz para navegação e afirmou que poderá atacar embarcações que tentarem cruzar a região. A medida eleva a tensão no Oriente Médio e acende alerta no mercado internacional de energia.

O estreito é uma das rotas marítimas mais estratégicas do planeta: cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito consumidos diariamente no mundo passam pelo corredor, que em seu ponto mais estreito tem cerca de 40 quilômetros de largura. A interrupção prolongada do tráfego pode provocar forte alta nos preços internacionais do petróleo.

Plataformas de monitoramento marítimo já indicavam redução significativa na circulação de navios, com centenas de embarcações ancoradas nas proximidades. O anúncio ocorre após a escalada militar iniciada no sábado (28), quando Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra alvos iranianos, intensificando o conflito na região.

Segundo Ebrahim Jabari, assessor do comando da Guarda, o estreito estaria oficialmente fechado, e navios que desrespeitarem a determinação poderiam ser incendiados. A declaração ocorre em meio a relatos de que ao menos quatro petroleiros teriam sido atingidos por drones iranianos desde o início da nova fase do confronto.

Imagens de satélite mostraram o porto de Bandar Abbas, principal base naval iraniana na área, com focos de incêndio após bombardeios. O local abriga um dos principais quartéis-generais da Guarda Revolucionária. Autoridades militares israelenses afirmam que forças americanas vêm atacando instalações estratégicas do Irã na região, incluindo bases com mísseis antinavio capazes de alcançar até 300 quilômetros.

O estreito de Hormuz já foi palco de confrontos no passado, como durante a Guerra dos Petroleiros nos anos 1980, parte da guerra entre Irã e Iraque, quando centenas de embarcações foram atacadas.

A situação atual também remete às ações recentes dos rebeldes houthis no mar Vermelho, que, ao atacar navios em apoio ao Hamas no conflito com Israel, provocaram impactos significativos no comércio global e aumento expressivo nos custos de frete marítimo.

Até o momento, os houthis não entraram diretamente no novo confronto, mas declararam apoio ao Irã. O cenário permanece instável, com potencial de repercussões econômicas globais caso o bloqueio de Hormuz seja mantido.

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