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Trump prevê guerra de até cinco semanas contra o Irã e diz que EUA podem ampliar ofensiva

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (2) que projeta duração de quatro a cinco semanas para a guerra contra o Irã, mas ressaltou que o país tem capacidade para prolongar o conflito por um período maior, se considerar necessário.

Foto: Reprodução/Instagram
Foto: Reprodução/Instagram

Em seu primeiro pronunciamento ao vivo desde o início da ofensiva, iniciada na madrugada do último sábado (28), Trump declarou que os ataques estão avançando além do previsto. “Seja qual for o tempo, está tudo bem, custe o que custar”, disse.

Nos dias anteriores, o presidente havia se manifestado apenas por meio de vídeos gravados e entrevistas concedidas por telefone a veículos como CNN, New York Post, Fox News, The Atlantic, NBC, ABC e The Telegraph. Ele estava em sua residência em Mar-a-Lago, na Flórida, antes de retornar a Washington no domingo à noite.

Antes de um evento na Casa Branca, Trump afirmou à CNN que a maior onda de ataques “ainda está por vir” e disse que os Estados Unidos estão impondo forte ofensiva ao Irã. Segundo ele, os objetivos da operação incluem destruir a capacidade de mísseis iranianos, neutralizar a Marinha do país, impedir o avanço de seu programa nuclear e enfraquecer o financiamento de aliados regionais.

O presidente também voltou a criticar o acordo nuclear firmado durante o governo de Barack Obama, do qual retirou os EUA em 2018. Classificou o pacto como “perigoso” e afirmou que ele poderia ter permitido ao Irã desenvolver armas nucleares anos atrás.

Em entrevista ao New York Post, Trump disse não descartar o uso de tropas terrestres e alegou que o Irã teria capacidade de atingir não apenas os Estados Unidos, mas também a Europa e bases militares americanas no exterior. Parte dessas justificativas, contudo, já foi questionada por reportagens publicadas pelo The New York Times, que apontam falta de comprovação em algumas das alegações.

Durante cerimônia em homenagem a veteranos das guerras do Vietnã e do Afeganistão, o presidente evitou responder a perguntas da imprensa sobre o conflito. Em seu discurso, classificou o regime iraniano como “sinistro” e afirmou que esta seria a “melhor e última chance” de impedir o avanço nuclear do país.

Mais cedo, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, defendeu a ofensiva sob o lema “America First” e declarou que qualquer ameaça contra americanos será respondida com força. Ele também lamentou a morte de quatro militares na operação e afirmou que os EUA pretendem encerrar o conflito.

Ao lado do general Dan Caine, chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, Hegseth reconheceu que novas baixas podem ocorrer, mas disse que o governo buscará minimizar as perdas.

Desde o início dos ataques, a administração Trump enfrenta críticas internas e externas, inclusive de aliados preocupados com a possibilidade de um conflito prolongado no Oriente Médio, com altos custos humanos e financeiros. Ainda assim, o governo insiste que a operação terá duração limitada e objetivos bem definidos.

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