Governo orienta base a intensificar ataques contra Flávio Bolsonaro de olho em 2026
- Adilson Silva

- há 2 horas
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A cúpula do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou a adotar uma nova estratégia política e orientou aliados a assumirem uma postura mais ofensiva contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado como possível principal adversário na disputa presidencial de 2026.

A mudança de दिशा ocorre após a avaliação interna de que o nome de Flávio se consolidou no cenário eleitoral. Integrantes do governo entendem que o parlamentar deixou de ser uma candidatura incerta e passou a representar uma ameaça concreta, especialmente após desempenho recente em pesquisas de intenção de voto.
Nos últimos meses, aliados de Lula evitaram ataques diretos ao senador, temendo enfraquecê-lo e abrir espaço para outros nomes da direita, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. No entanto, o crescimento de Flávio nas sondagens alterou esse cálculo político.
A nova orientação foi repassada pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, durante encontro com parlamentares petistas. Apesar de ter apresentado a análise como pessoal, a fala foi interpretada por deputados como um sinal claro de alinhamento com o próprio presidente.
Além do Congresso, movimentos sociais próximos ao governo também foram incentivados a intensificar a atuação política, entrando em ritmo mais ativo de pré-campanha.
Entre as estratégias discutidas por aliados do governo está a ampliação de comparações entre a atual gestão e o período do ex-presidente Jair Bolsonaro, além da retomada de episódios envolvendo o senador, como investigações passadas relacionadas ao caso das “rachadinhas” — posteriormente anuladas pela Justiça.
Outro ponto de atenção é a tentativa de desconstruir a imagem mais moderada que Flávio busca consolidar junto ao eleitorado.
O Partido dos Trabalhadores (PT) já começou a adotar um tom mais incisivo. Em documento recente, a legenda faz críticas diretas ao senador, destacando denúncias e questionamentos envolvendo sua trajetória política.
Levantamentos recentes indicam um cenário acirrado. Em simulações de segundo turno, Lula aparece numericamente à frente, mas tecnicamente empatado com Flávio dentro da margem de erro, o que reforçou o alerta no núcleo do governo.
Nos bastidores, a avaliação é de que o senador herdou boa parte do capital eleitoral do pai, mantendo um patamar competitivo. Um eventual crescimento adicional nas pesquisas, segundo aliados do presidente, pode indicar migração de votos e acender um sinal mais forte de preocupação.
Apesar da ofensiva, a estratégia prevê que Lula mantenha uma postura institucional, focando em ações de governo e entregas administrativas. Os ataques diretos devem ficar a cargo de parlamentares e aliados, como Gleisi Hoffmann.
Ao mesmo tempo, o governo busca evitar desgastes que possam impactar a popularidade presidencial, adotando medidas para conter pressões econômicas — como o controle dos preços dos combustíveis — e reduzir riscos de crises, a exemplo de uma possível paralisação de caminhoneiros.
Com o cenário eleitoral em movimento, a tendência é de intensificação do embate político nos próximos meses, antecipando o clima da disputa presidencial de 2026.







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