Ex-prefeito ligado a ACM Neto critica tratamento do governo Jerônimo ao MDB
- Adilson Silva

- 11 de mar.
- 2 min de leitura
O ex-prefeito de Xique-Xique Reinaldo Braga Filho (sem partido) criticou publicamente o que classificou como um processo de desgaste do MDB dentro do governo estadual durante as discussões sobre a formação da chapa majoritária para as eleições do próximo ano na Bahia.

Atualmente atuando no escritório político do ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil), Reinaldo utilizou as redes sociais para afirmar que o partido tem sido exposto em meio às disputas internas da base aliada do governador Jerônimo Rodrigues (PT).
Segundo ele, o atual vice-governador Geraldo Júnior (MDB) estaria sendo colocado em uma situação de desgaste político nas discussões sobre a manutenção da vaga de vice na chapa governista.
“O MDB está sendo fritado publicamente pelo governo. O grupo que governa a Bahia há quase duas décadas diz que todos crescem juntos e que ninguém é deixado para trás, mas na prática acontece o contrário”, afirmou o ex-prefeito.
Nos bastidores da política baiana, cresce a possibilidade de mudanças na composição da chapa. Uma das hipóteses discutidas seria a substituição do MDB pelo PSD na indicação do candidato a vice-governador. A legenda é liderada no estado pelo senador Otto Alencar.
O próprio governador Jerônimo Rodrigues já admitiu publicamente a possibilidade de o PSD indicar o vice, o que intensificou as especulações sobre a eventual saída de Geraldo Júnior da chapa.
Para Reinaldo Braga Filho, o cenário expõe divergências dentro do grupo político que compõe a base governista. Ele também citou episódios recentes que, segundo sua avaliação, demonstram disputas internas pela definição da chapa eleitoral.
Entre os exemplos mencionados, o ex-prefeito destacou a tentativa do senador Jaques Wagner (PT) de antecipar o anúncio da chapa, repetindo o movimento feito nas eleições de 2022, quando foram apresentados os nomes de Jerônimo Rodrigues, Geraldo Júnior, o próprio Wagner e o ministro da Casa Civil Rui Costa.
De acordo com Reinaldo, a iniciativa teria provocado reação dentro do grupo político, evidenciando divergências entre lideranças da base aliada. Ele afirma que as disputas estariam ocorrendo principalmente entre setores ligados a Jaques Wagner e Rui Costa.
Após o fortalecimento do PSD na disputa pela vaga de vice, surgiram também especulações de que o MDB poderia deixar a base governista e migrar para a oposição. Entre os que defendem essa possibilidade está o prefeito de Salvador Bruno Reis (União Brasil).







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