top of page

Em carta de saída, Lewandowski aponta entraves políticos e restrições orçamentárias à frente da Justiça

Ao comunicar sua demissão ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, afirmou que conduziu a pasta com “zelo e dignidade”, apesar das limitações políticas, conjunturais e financeiras enfrentadas ao longo de sua gestão. No documento, ele também agradeceu a confiança e o apoio recebidos durante o período no cargo.

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil/Arquivo
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil/Arquivo

Lewandowski informou que a decisão de deixar o ministério foi motivada por “razões de ordem pessoal e familiar”. Segundo ele, as circunstâncias impostas ao governo exigiram esforço máximo da equipe, mesmo diante de restrições que impactaram a atuação da pasta.

“Tive a convicção de exercer as funções com dedicação e responsabilidade, cobrando de mim e de meus colaboradores o melhor desempenho possível em favor da sociedade, dentro dos limites políticos, conjunturais e orçamentários do momento”, escreveu o ministro.

O chefe da Justiça comunicou a Lula que deixará oficialmente o cargo nesta sexta-feira (9). A conversa ocorreu antes da cerimônia realizada no Palácio do Planalto que marcou os três anos dos atos de 8 de janeiro de 2023.

A saída de Lewandowski deve provocar mudanças significativas na cúpula do ministério. Integrantes do núcleo central da pasta também sinalizaram que pretendem deixar o governo. Entre eles estão o secretário-executivo, Manoel Carlos de Almeida Neto, e o secretário nacional de Segurança Pública, Mario Sarrubbo, que já manifestaram essa intenção a interlocutores próximos.

Outro nome que deve se desligar do ministério ainda no primeiro semestre é o secretário de Assuntos Legislativos, Marivaldo Pereira, que planeja disputar uma vaga na Câmara dos Deputados nas eleições de 2026.

Inicialmente, a expectativa era de que Lewandowski permanecesse no cargo até a tramitação e eventual aprovação da Proposta de Emenda à Constituição da Segurança, que ainda não tem data definida para ser analisada pelos deputados.

Ricardo Lewandowski assumiu o Ministério da Justiça e Segurança Pública em 1º de fevereiro de 2024, após a saída de Flávio Dino, que deixou a pasta para ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF).

Comentários

Avaliado com 0 de 5 estrelas.
Ainda sem avaliações

Adicione uma avaliação
BANNER-MULTIVACINAÇÃO-728x90px---PMS.gif

© 2023 por Amaury Aquino e Design Digital

bottom of page