Disputa pelo comando do PRD na Bahia movimenta bastidores e gera desconfiança entre pré-candidatos
- Notícias Adilson Silva

- 7 de ago. de 2025
- 2 min de leitura
A disputa pelo controle do diretório baiano do PRD tem agitado os bastidores políticos do estado e provocado um verdadeiro rearranjo entre nomes que buscam uma vaga na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). De um lado está o deputado federal Elmar Nascimento (União Brasil), do outro, o atual presidente do partido, Francisco Elde, aliado do prefeito de Salvador, Bruno Reis.
Apesar da movimentação intensa, o cenário tem levantado mais dúvidas do que certezas entre os pré-candidatos. Elmar tem viajado por diversas cidades oferecendo atrativos para conquistar novos filiados, como promessas de até 15 mil votos garantidos e recursos consideráveis do fundo eleitoral. Entretanto, aliados e observadores veem a estratégia como arriscada e de baixa sustentabilidade, principalmente vindo de alguém que ainda enfrenta dificuldades para garantir a reeleição de seu primo, o deputado estadual Júnior Nascimento.

Júnior, inclusive, foi eleito na última disputa com uma margem apertada e agora chega ao PRD com o desafio de manter-se competitivo. A situação se complica com o avanço de lideranças fortes em sua região, como os ex-prefeitos Luciano Pinheiro (PDT – Euclides da Cunha), Dr. Thiago Gilleno (PSD – Ponto Novo), Carlinhos Sobral (MDB – Coronel João Sá), Elinaldo Araújo (União – Camaçari) e Ditinho Lemos (União – Santo Antônio de Jesus), todos considerados nomes de peso no cenário estadual.
O clima de incerteza também se agrava com a possível entrada de outros parlamentares no PRD, como Marcinho Oliveira (União) e Paulo Câmara (PSDB), ambos buscando espaço para manter seus mandatos. Com o partido cada vez mais disputado e um quociente eleitoral apertado, as promessas feitas aos novatos soam, para muitos, como arriscadas ou ilusórias.
Ao mesmo tempo, o grupo de Bruno Reis também se movimenta. Embora apoie Francisco Elde no comando do partido, há rumores de que Igor Domingues, nome apadrinhado por Bruno, possa migrar para o PL. O possível movimento é interpretado como um sinal claro de desconfiança na solidez do PRD sob a liderança de Elmar Nascimento.
No fim das contas, a disputa escancara projetos de poder pessoal e deixa em segundo plano a construção de uma legenda coesa e com reais chances de crescimento. Entre promessas, desconfianças e estratégias de sobrevivência, o futuro do PRD segue incerto — até mesmo para quem carrega o sobrenome da família Nascimento.







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