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Diesel poderia subir R$ 0,70 sem pacote do governo, afirma presidente da Petrobras

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou nesta sexta-feira (13) que o preço do diesel teria um aumento de cerca de R$ 0,70 por litro caso o governo federal não tivesse adotado medidas para conter o impacto da alta internacional do petróleo.

Foto: Tomaz Silva/Agencia Brasil/Arquivo
Foto: Tomaz Silva/Agencia Brasil/Arquivo

De acordo com a executiva, o pacote anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na quinta-feira (12) ajudou a reduzir o impacto do reajuste que seria aplicado ao combustível.

No mesmo dia da declaração, a Petrobras anunciou um aumento de R$ 0,38 por litro no diesel vendido às distribuidoras.

Subvenção reduz impacto do reajuste

Segundo Magda Chambriard, a estatal deve receber cerca de R$ 0,32 por litro por meio do programa de subvenção incluído nas medidas do governo. Com isso, a diferença entre o reajuste anunciado e o valor que seria aplicado originalmente explica a estimativa de aumento de R$ 0,70 caso não houvesse intervenção.

Ela destacou que, sem as medidas federais, todo esse valor seria repassado diretamente ao consumidor final. Com o pacote, entretanto, o impacto nos preços tende a ser menor.

A executiva também explicou que, considerando a desoneração de tributos federais, o repasse final às distribuidoras deve ficar próximo de R$ 0,06 por litro. Nos postos de combustíveis, o aumento pode ser ainda mais baixo, já que o preço final inclui outros componentes que não sofrem alteração direta.

Programa ainda depende de regulamentação

A Petrobras já manifestou interesse em aderir ao programa de subvenção criado pelo governo. No entanto, a iniciativa ainda depende de regulamentação por parte da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

O órgão será responsável por definir preços de referência para o diesel em diferentes estados, que servirão como limite para as empresas participantes do programa.

O financiamento da subvenção virá de um novo imposto de exportação sobre o petróleo bruto, incluído no pacote de medidas. A taxação, de 12%, será aplicada às exportações do produto.

Governo descarta risco de desabastecimento

Magda Chambriard também afirmou que, segundo avaliações do governo federal, não há risco de falta de combustíveis no país no momento. A conclusão foi discutida em reunião recente de um comitê que acompanha a situação do mercado.

Ela acrescentou que a Petrobras está ampliando a oferta de produtos ao mercado, entregando cerca de 15% acima do volume previsto em contratos, além de ter adiado paradas programadas para manutenção em refinarias para garantir maior produção durante o período de alta demanda.

A presidente da estatal também criticou reclamações feitas por importadoras privadas sobre a necessidade de novos reajustes para viabilizar compras externas de combustíveis.

Por fim, Magda afirmou que a política de preços da Petrobras será mantida, ressaltando que a estratégia da companhia busca evitar repasses imediatos da volatilidade do mercado internacional ao consumidor brasileiro.

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