Bolsonaro passa por cirurgia no ombro e segue em observação em Brasília
- Adilson Silva

- há 20 minutos
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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi submetido nesta sexta-feira (1º) a uma cirurgia no ombro direito para corrigir uma lesão no manguito rotador. Segundo boletim médico, o procedimento ocorreu sem complicações. Ele permanece internado no hospital DF Star, onde segue em observação e controle da dor.

A intervenção cirúrgica foi realizada para tratar uma lesão comum na ortopedia. O manguito rotador é formado por quatro tendões responsáveis pela estabilidade e pelos movimentos do ombro. Quando há rompimento dessas estruturas — seja parcial ou total — o paciente pode apresentar dor intensa e limitação dos movimentos, o que pode levar à indicação de cirurgia.
Entre os sintomas mais frequentes está a dor persistente, especialmente durante a noite, dificultando o sono. O desconforto tende a aumentar ao deitar, devido à pressão exercida sobre a articulação.
Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar, precisou de autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, para realizar o procedimento.
Como é feita a cirurgia
O reparo do manguito rotador tem como objetivo recolocar o tendão no osso, permitindo sua cicatrização e recuperação funcional. Na maioria dos casos, o procedimento é feito por artroscopia, técnica minimamente invasiva que utiliza pequenas incisões e uma microcâmera para guiar a operação.
Durante a cirurgia, dispositivos chamados âncoras são fixados no osso para sustentar o tendão. Fios cirúrgicos são usados para reposicionar e “costurar” a estrutura lesionada.
As causas desse tipo de lesão incluem tanto traumas, como quedas, quanto o desgaste natural relacionado ao envelhecimento.
Recuperação e cuidados
A recuperação costuma ser gradual. Inicialmente, o paciente permanece com o braço imobilizado por tipoia por cerca de quatro a seis semanas, com liberação apenas para movimentos básicos. Após esse período, inicia-se a fisioterapia.
A cicatrização completa do tendão pode levar de três a quatro meses, enquanto a recuperação total dos movimentos pode se estender por até seis meses, dependendo da gravidade da lesão.
Fatores de risco
A idade é um fator relevante nesse tipo de procedimento. Aos 71 anos, Bolsonaro se enquadra em uma faixa etária em que há maior desgaste das estruturas do ombro, o que pode dificultar a cicatrização e aumentar o risco de novas lesões.
Apesar de ser considerada uma cirurgia segura, existem riscos, como complicações anestésicas e a possibilidade de o tendão não cicatrizar completamente, o que varia conforme as condições de saúde do paciente e a extensão da lesão.







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