Collor completa um ano em prisão domiciliar e perde espaço político em Alagoas
- Adilson Silva

- há 22 minutos
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O ex-presidente Fernando Collor de Mello completou um ano em prisão domiciliar nesta semana, mantendo uma rotina discreta em seu apartamento em Maceió (AL), onde cumpre pena desde maio de 2025. Apesar de ainda receber visitas autorizadas pela Justiça, sua influência política no estado é considerada reduzida.

Collor foi preso por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, após condenação em um processo relacionado a corrupção envolvendo a BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras. Inicialmente levado a um presídio em Alagoas, ele obteve o direito à prisão domiciliar poucos dias depois, por questões de saúde.
Desde então, o ex-presidente vive sob restrições, podendo sair apenas para compromissos médicos previamente autorizados. O uso de tornozeleira eletrônica é obrigatório, e visitas dependem de liberação judicial. Ao longo desse período, foram autorizados encontros com políticos, empresários e aliados.
Mesmo afastado da vida pública, o nome de Collor ainda aparece em articulações políticas nacionais. Seu caso, inclusive, foi citado em discussões envolvendo a situação do ex-presidente Jair Bolsonaro, que também cumpre prisão domiciliar.
No entanto, em Alagoas, especialistas apontam que o ex-presidente já vinha perdendo relevância política antes mesmo da prisão. A derrota nas eleições de 2022 para o governo estadual e a dificuldade de mobilização consolidaram um cenário de isolamento.
Analistas destacam que, diferentemente de Bolsonaro, Collor não possui um grupo político forte ou herdeiros com protagonismo eleitoral, o que limita sua capacidade de influência no cenário atual.
A expectativa é que, nos próximos meses, a defesa possa solicitar progressão de regime, já que parte da pena estabelecida pela Justiça está próxima de ser cumprida. Enquanto isso, o ex-presidente segue afastado das disputas políticas diretas e com atuação cada vez mais restrita.







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