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CPI do INSS solicita a Toffoli autorização para que Vorcaro viaje em avião particular com escolta oficial

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS encaminhou pedido ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli para que seja autorizada a ida do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, ao Congresso Nacional em aeronave particular, a fim de prestar depoimento à comissão no próximo dia 26.

Foto: Divulgação/PF/Arquivo
Foto: Divulgação/PF/Arquivo

O ofício foi assinado no dia 3 pelo presidente da CPI, senador Carlos Viana (Podemos-MG). No documento, o parlamentar afirma que a solicitação atende a um pleito da defesa e teria como objetivo reduzir custos aos cofres públicos.

Além da autorização para o deslocamento em aeronave privada indicada pelos advogados, o presidente da comissão pediu que agentes da Polícia Legislativa do Senado façam a escolta de Vorcaro desde sua residência até as dependências do Congresso Nacional. O pedido também prevê, se considerado necessário, o apoio de integrantes da Polícia Federal.

De acordo com a defesa, o uso de avião particular seria motivado por razões de segurança e para evitar exposição pública do ex-banqueiro em aeroportos comerciais. Ainda não há definição sobre qual aeronave seria utilizada, caso a autorização seja concedida. Os advogados avaliam a possibilidade de fretamento ou de uso de aeronave de terceiros, já que os jatinhos pertencentes a Vorcaro foram apreendidos pela Polícia Federal.

Esta não é a primeira vez que a defesa tenta viabilizar o transporte aéreo privado do ex-banqueiro. Pedido semelhante foi feito após a acareação com o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, realizada em dezembro. Na ocasião, Toffoli rejeitou a solicitação, destacando que Vorcaro possuía residência em Brasília.

Nos bastidores, o ex-banqueiro também teria sinalizado que pretende limitar suas respostas durante o depoimento a temas relacionados aos descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas. Questões envolvendo sua relação com agentes políticos ou a negociação do Banco Master com o BRB, segundo a defesa, estariam fora do escopo da CPI.

A convocação de Vorcaro vem sendo tratada por integrantes da comissão como instrumento de pressão política, com expectativa de que o depoimento gere novos embates em Brasília. Inicialmente, os advogados resistiam à participação do empresário, mas, diante da convocação formal, indicaram ao STF a disposição dele em comparecer.

O presidente da CPI afirmou que aceitou o adiamento do depoimento a pedido da defesa como forma de garantir a presença de Vorcaro na comissão, evitando questionamentos judiciais. Ele também ressaltou que o convocado tem assegurado o direito constitucional de permanecer em silêncio sobre pontos que estejam sob investigação.

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