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Correios aprovam empréstimo de R$ 20 bilhões com aval da União para impulsionar reestruturação

O Conselho de Administração dos Correios aprovou, na manhã deste sábado (29), a contratação de um empréstimo de R$ 20 bilhões destinado a reforçar o caixa e apoiar o processo de reestruturação da estatal.

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil/Arquivo
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil/Arquivo

De acordo com fontes próximas às negociações, a proposta vencedora foi apresentada por um consórcio formado por cinco instituições financeiras: Banco do Brasil, Citibank, BTG Pactual, ABC Brasil e Safra. O montante corresponde integralmente ao valor solicitado pelos Correios. A operação contará com garantia do Tesouro Nacional — mecanismo que cobre eventuais calotes e protege os bancos de perdas.

A Caixa Econômica Federal, que havia participado das conversas iniciais, optou por não seguir adiante no processo.

Até o momento, os bancos envolvidos não comentaram a aprovação, mantendo a postura adotada em outras ocasiões de não se pronunciar sobre operações específicas. A estatal também não respondeu aos questionamentos.

Condições mais favoráveis

A taxa de juros definida ficou ligeiramente inferior à proposta anterior, que girava em torno de 136% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário). Apesar de o custo permanecer próximo desse patamar, interlocutores avaliam que as condições gerais da operação ficaram mais vantajosas.

Nas primeiras tratativas, os bancos exigiam contrapartidas mais rígidas, como metas de lucro mínimo e recebíveis futuros da empresa como garantias adicionais — exigências consideradas incomuns em operações com respaldo soberano, já que a garantia do Tesouro praticamente elimina o risco para as instituições financeiras.

Com a nova rodada de negociações, as condições foram flexibilizadas. O Safra se juntou ao grupo nesta fase, ampliando o sindicato de credores.

Empréstimo é vital para aliviar crise financeira

O crédito de R$ 20 bilhões é considerado determinante para a recuperação da estatal, que enfrenta dificuldades crescentes nos últimos anos. Entre janeiro e setembro deste ano, os Correios acumularam prejuízo de R$ 6,1 bilhões, agravando uma trajetória negativa iniciada em 2022.

Parte do valor será usada para quitar dívidas anteriores, incluindo uma operação de R$ 1,8 bilhão contratada no primeiro semestre com BTG Pactual, Citibank e ABC Brasil, que seguem no novo empréstimo.

A liberação do crédito está diretamente associada ao plano de reestruturação dos Correios. Para os bancos, esse documento é fundamental para avaliar o potencial de recuperação da companhia e sua capacidade de honrar as parcelas no futuro.

Medidas do governo devem viabilizar garantia

Para formalizar o aval do Tesouro Nacional, o governo Lula deve publicar um decreto e uma portaria interministerial, abrindo espaço legal para a concessão da garantia.

O empréstimo marca um passo importante no esforço de reorganização da estatal, que enfrenta uma crise financeira agravada por desequilíbrios de gestão, aumento de custos e estratégias de negócios pouco eficientes ao longo dos últimos anos.

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