CFM manda apurar atendimento médico prestado a Bolsonaro enquanto estava sob custódia da PF
- Adilson Silva

- 7 de jan.
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O Conselho Federal de Medicina (CFM) determinou, nesta quarta-feira (7), que o Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF abra uma sindicância para investigar denúncias sobre as condições do atendimento médico oferecido ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). De acordo com a entidade, as manifestações recebidas demonstram preocupação com a garantia de uma assistência adequada ao paciente.

Bolsonaro recebeu cuidados médicos na carceragem da Polícia Federal, onde se encontra detido, após sofrer uma queda na madrugada de terça-feira (6).
Em comunicado oficial, o CFM afirmou que o quadro clínico do ex-presidente exige a adoção de um protocolo de acompanhamento contínuo e imediato, com a participação de uma equipe médica multidisciplinar.
Ainda na terça-feira, a Polícia Federal enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um relatório médico informando que Bolsonaro estava consciente, orientado e sem sinais de comprometimento neurológico naquela manhã. O documento foi solicitado pelo ministro Alexandre de Moraes depois que a defesa pediu autorização para a realização de exames em um hospital particular.
Com base nesse relatório, Moraes entendeu inicialmente que não havia necessidade de remoção imediata. Já na manhã desta quarta-feira, o ministro autorizou o deslocamento do ex-presidente para uma unidade hospitalar, onde seriam realizados exames complementares.
Bolsonaro esteve internado no Hospital DF Star, em Brasília, do dia 24 de dezembro até o início do ano. Durante o período, passou por autorização do STF para realizar sua oitava cirurgia desde 2018, quando foi vítima de um atentado a faca durante a campanha presidencial. O procedimento teve como finalidade o tratamento de uma hérnia inguinal.
Além disso, o ex-presidente foi submetido a três intervenções no nervo frênico em um intervalo de quatro dias, com o objetivo de reduzir crises recorrentes de soluços.







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