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BYD e cantor Amado Batista passam a integrar lista de trabalho análogo à escravidão do MTE

A montadora chinesa BYD e o cantor Amado Batista foram incluídos na chamada “lista suja” do Ministério do Trabalho e Emprego, que reúne pessoas físicas e jurídicas responsabilizadas por submeter trabalhadores a condições análogas à escravidão.

No caso da empresa, a inclusão ocorre após fiscalização que identificou irregularidades nas obras da fábrica em Camaçari. Segundo o órgão, 163 trabalhadores, em sua maioria chineses, foram encontrados em condições precárias. Entre os problemas apontados estão alojamentos inadequados, ausência de estrutura básica e jornadas de trabalho extensas, sem descanso regular.

Auditores também relataram indícios de irregularidades em documentos migratórios, que teriam permitido a entrada de trabalhadores estrangeiros de forma irregular no país.

Já o nome do cantor foi incluído após fiscalização em propriedades localizadas em Goiás, onde, de acordo com o ministério, 14 pessoas teriam sido submetidas a condições semelhantes à escravidão. A assessoria do artista nega as acusações e afirma que as informações não procedem.

A entrada na lista ocorre somente após o encerramento dos processos administrativos, quando não há mais possibilidade de recurso. Embora o cadastro não gere sanções financeiras diretas, ele pode impactar a reputação e dificultar o acesso a crédito e financiamentos, especialmente junto a instituições públicas.

No caso da BYD, a empresa já havia firmado um acordo com o Ministério Público do Trabalho, prevendo o pagamento de R$ 40 milhões em indenizações. Ainda assim, a inclusão no cadastro foi mantida.

A lista é considerada por organismos internacionais, como a Organização das Nações Unidas, uma importante ferramenta de combate ao trabalho escravo contemporâneo.

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