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Avenida Paulista vira palco de atos pró e contra Bolsonaro após prisão do ex-presidente

Manifestações ocorreram neste domingo (23), com grupos de esquerda celebrando a decisão do STF e apoiadores de direita protestando contra o governo e pedindo anistia.A Avenida Paulista, em São Paulo, foi novamente cenário de polarização política neste domingo (23), um dia após a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Grupos de esquerda e direita ocuparam calçadas e parte da via com manifestações de sentidos opostos.

Foto: Zimel Press/Folhapress
Foto: Zimel Press/Folhapress

O ato convocado por movimentos de esquerda ocorreu próximo ao Masp (Museu de Arte de São Paulo) e começou de forma tímida, reflexo da convocação de última hora e também do fato de que, excepcionalmente, a avenida permaneceu aberta ao trânsito devido à aplicação do vestibular da Fuvest.

Com o passar das horas, a mobilização ganhou novos participantes, inclusive pedestres que se aproximaram atraídos por uma roda de samba montada no local. No centro do grupo, um boneco inflável representando Bolsonaro vestido como presidiário chamava atenção. A presença do protesto reduziu a velocidade dos veículos, e alguns motoristas optaram por rotas alternativas.

No lado oposto da avenida, uma manifestação com apoiadores do partido Novo se concentrava exibindo um boneco inflável similar, desta vez com o presidente Lula (PT) representado como preso. Os participantes alegam que o protesto não foi motivado pela prisão de Bolsonaro, embora critiquem a forma como a medida foi aplicada.

Mais à frente, em frente à Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), outro grupo bolsonarista se organizou. Os participantes pediam anistia ao ex-presidente e aos presos pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

A prisão preventiva de Bolsonaro foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, na manhã de sábado (22), em meio ao processo que investiga a tentativa de golpe. Segundo a decisão, o ex-presidente teria violado a tornozeleira eletrônica e representaria risco de fuga para a embaixada dos Estados Unidos — possibilidade considerada agravada após uma vigília de apoiadores em frente à sua residência. Em vídeo divulgado, Bolsonaro admitiu ter usado um ferro quente para adulterar o equipamento.

Bianca Borges, presidente da UNE (União Nacional dos Estudantes), afirmou que o ato da esquerda teve como objetivo marcar simbolicamente o encerramento da tentativa golpista atribuída ao bolsonarismo.

Já Catharina Donato, uma das organizadoras da manifestação da direita e pré-candidata a deputada estadual pelo Novo, disse que considera a decisão do Supremo parcial e comparou o caso a escândalos de corrupção envolvendo o PT.

Bolsonaro cumpria prisão domiciliar desde agosto e agora aguarda os próximos passos do processo em regime fechado. Antes da divulgação do vídeo e do relatório oficial, sua defesa classificou a prisão como injustificada e afirmou que recorrerá da decisão.

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