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André Mendonça afirma que destinará lucros de instituto a dízimo e projetos sociais

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, afirmou que pretende destinar integralmente os lucros que lhe cabem no Instituto Iter para finalidades religiosas e sociais. A declaração foi feita em vídeo publicado em suas redes sociais na última semana.

Foto: Gustavo Moreno/STF/Arquivo
Foto: Gustavo Moreno/STF/Arquivo

Segundo Mendonça, 10% do valor obtido será reservado ao dízimo, enquanto os 90% restantes serão aplicados em ações voltadas a obras sociais e iniciativas na área da educação. “Eu, minha esposa, com a bênção dos meus filhos, decidimos que a nossa parte no Instituto Iter será consagrada a Deus. Tudo o que vier a gerar lucro será separado dessa forma”, declarou.

O Instituto Iter, empresa da qual familiares do ministro são sócios, atua na comercialização de cursos e conteúdos na área jurídica. Em 2025, o jornal O Estado de S. Paulo informou que a empresa havia faturado cerca de R$ 4,8 milhões em contratos públicos em pouco mais de um ano.

A manifestação de Mendonça ocorre em meio a movimentações recentes no STF. Na quinta-feira (12), ele foi sorteado relator do caso envolvendo o Banco Master, após decisão interna que retirou a relatoria dos inquéritos do ministro Dias Toffoli.

Toffoli vinha enfrentando desgaste após a revelação de que a Polícia Federal encaminhou ao presidente da Corte, Edson Fachin, relatório com mensagens encontradas no celular do empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, nas quais o nome do ministro era citado.

O próprio Toffoli confirmou ter recebido valores da empresa Maridt, ligada à sua família, que negociou participação no resort Tayayá, em 2021, para um fundo associado ao grupo do banqueiro.

Levantamentos indicam ainda que ministros do STF e familiares diretos mantêm participação societária em dezenas de empresas, incluindo escritórios de advocacia, institutos jurídicos e negócios no setor imobiliário. O número pode ser maior, já que a legislação permite a existência de sócios que não aparecem publicamente nos registros.

Além de sua atuação no STF, Mendonça também exerce a função de pastor adjunto na Igreja Presbiteriana de Pinheiros, em São Paulo.

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