Aliados dizem que definição de Flávio Bolsonaro para 2026 tranquiliza Ricardo Nunes sobre permanência na Prefeitura
- Adilson Silva

- 7 de jan.
- 2 min de leitura
A consolidação do nome do senador Flávio Bolsonaro (PL) como pré-candidato à Presidência da República em 2026 trouxe um sentimento de alívio ao prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), segundo pessoas próximas ao emedebista. A avaliação entre aliados é de que o cenário atual reduz a pressão para que Nunes deixe o cargo antes do fim do mandato.

Até pouco tempo, o prefeito figurava entre os principais nomes cotados para disputar o Governo de São Paulo, especialmente em uma hipótese na qual o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) fosse escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para concorrer ao Palácio do Planalto.
Esse quadro, no entanto, mudou após Bolsonaro formalizar, por meio de uma carta divulgada na quinta-feira (25), o apoio à candidatura do filho Flávio. Com isso, Tarcísio passou a reforçar internamente que seu foco será a tentativa de reeleição ao Palácio dos Bandeirantes.
Publicamente, Ricardo Nunes tem reiterado a intenção de concluir seu mandato como prefeito. Em declarações recentes, chegou a brincar que, a partir de 2028, poderia assumir uma secretaria estadual ou até um ministério em um eventual governo de Tarcísio.
Apesar disso, o prefeito costuma ponderar que poderá disputar o governo paulista caso seja convidado pelo governador. Nunes afirma manter uma relação de gratidão com Tarcísio, a quem atribui apoio decisivo no momento mais delicado de sua campanha pela reeleição, em 2024.
A permanência do prefeito também é vista com alívio por integrantes de sua equipe. Nos bastidores, havia preocupação com a possibilidade de o vice-prefeito, coronel Ricardo Mello Araújo (PL), assumir o comando da prefeitura a partir de abril de 2026, caso Nunes deixasse o cargo.
Escolhido por Jair Bolsonaro para compor a chapa como vice, Mello Araújo é descrito por aliados do prefeito como imprevisível e de postura voluntarista. Recentemente, ele fez críticas públicas tanto à gestão municipal quanto ao governador Tarcísio de Freitas.
Cada vez mais distante de Nunes, o vice-prefeito tem se referido ao cargo como uma “missão Bolsonaro” e já afirmou não se sentir integrado à administração municipal. Em entrevista concedida em novembro, declarou: “Gosto das coisas certas e isso incomoda quem anda errado. Simples assim”.







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