Acusado de assédio, ministro do STJ afirma a colegas que irá comprovar inocência
- Adilson Silva

- há 2 dias
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O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marco Buzzi, afirmou nesta segunda-feira (9) a outros integrantes da Corte que pretende demonstrar sua inocência diante das acusações de assédio sexual que vieram a público nos últimos dias.

Em mensagem enviada a um grupo de WhatsApp formado por magistrados do tribunal, ele disse estar profundamente abalado com a situação e negou qualquer conduta que desabonasse sua trajetória pessoal ou profissional.
No texto, Buzzi relatou estar impactado pelas denúncias e explicou que permaneceu em silêncio até então por estar internado em um hospital, sob cuidados médicos relacionados à saúde cardíaca e ao estado emocional. Segundo o próprio ministro, as acusações têm causado sofrimento a familiares e pessoas próximas.
“Repudio os fatos que me são atribuídos. Tudo isso tem provocado dor e mágoa às pessoas da minha família e do meu convívio”, escreveu. A mensagem marca a primeira manifestação direta do magistrado aos colegas desde a sessão extraordinária e reservada realizada pelo STJ na última quarta-feira (4), convocada no dia em que a primeira denúncia se tornou pública.
De acordo com informações do tribunal, Buzzi foi internado no Hospital DF Star, em Brasília, no dia seguinte à divulgação do caso, e apresentou atestado médico. Até o momento, não há previsão de alta hospitalar.
Na mensagem, o ministro destacou sua trajetória pessoal, mencionando ter quase 70 anos, um casamento de 45 anos e três filhas, além do apoio da família neste momento. Ele afirmou, no entanto, que esses elementos não devem ser interpretados como prova de inocência, mas como parte de sua “coerência biográfica”.
“Sem compreender as razões das imputações feitas, lamento o sofrimento imposto à minha família e o desgaste causado à nossa Corte. Estou submetido a uma exposição dolorosa que ninguém desejaria enfrentar”, afirmou.
Buzzi disse ainda ter a consciência tranquila e demonstrou confiança de que os fatos serão esclarecidos por meio de uma apuração técnica e imparcial. O ministro também agradeceu aos colegas que, segundo ele, lhe concederam o “benefício da dúvida” neste estágio inicial.
O STJ decidiu abrir uma sindicância administrativa para apurar as denúncias. Procedimento semelhante também tramita no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). No âmbito administrativo, a punição mais severa prevista é a aposentadoria compulsória. Paralelamente, o ministro deverá responder a um processo criminal no Supremo Tribunal Federal (STF).
As investigações seguem em andamento.







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