Wagner afirma que indicação de Jorge Messias ao STF deve alcançar votos necessários, apesar de impasse no Senado
- Adilson Silva

- 9 de jan.
- 2 min de leitura
Mesmo sem um entendimento fechado no Senado, o líder do governo na Casa, Jaques Wagner (PT), declarou que trabalha para garantir a aprovação do advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo ele, há expectativa de que o nome consiga reunir apoio suficiente no plenário.

Em declaração feita na quinta-feira, dia 8, Wagner reconheceu que não há consenso entre os senadores, mas demonstrou confiança no resultado final. Para que um indicado ao STF seja confirmado, é necessário passar pela sabatina da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e obter, posteriormente, pelo menos 41 votos favoráveis entre os 81 senadores.
“Não existe acordo fechado. Estou articulando voto a voto, mas acredito que ele será aprovado”, afirmou o senador durante evento que marcou os três anos dos atos golpistas de 8 de janeiro.
A indicação de Jorge Messias foi anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 20 de novembro, com o objetivo de preencher a vaga deixada por Luís Roberto Barroso. A escolha, entretanto, gerou insatisfação no Senado, especialmente por parte do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), que defendia o nome do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para o posto.
Sem ter sido consultado previamente, Alcolumbre reagiu e agendou a sabatina de Messias na CCJ para o dia 10 de dezembro. Diante da resistência política, o Palácio do Planalto optou por não encaminhar ao Senado a mensagem oficial que formaliza a indicação, o que acabou inviabilizando a realização da sabatina naquela data.
Com o adiamento, a avaliação do governo é de que a análise do nome de Messias fique para o início de fevereiro de 2026, após o fim do recesso parlamentar.







Comentários