Vorcaro comparou setor bancário à máfia em troca de mensagens revelada em investigação
- Adilson Silva

- há 17 horas
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Mensagens atribuídas ao empresário Daniel Vorcaro indicam que ele comparou o funcionamento do setor bancário a uma “máfia”. O conteúdo foi revelado em documentos enviados pela Polícia Federal à CPI do INSS.

Na conversa, datada de 7 de abril de 2025, Vorcaro afirmou que “esse negócio de banco é igual máfia” e que ninguém sairia bem dessa atividade. A mensagem foi enviada à influenciadora Martha Graeff, sua companheira na época.
Segundo os diálogos obtidos pela imprensa, o empresário relatou que estava sob forte pressão e descreveu o momento como uma “guerra”. Em determinado trecho, ele mencionou que os “ataques” contra ele teriam diminuído após “André” baixar a guarda — referência interpretada como sendo ao banqueiro André Esteves, ligado ao BTG Pactual.
Procurado, o BTG informou que não comentará as citações feitas por Vorcaro ao executivo.
As mensagens também foram trocadas em um momento de negociações envolvendo o Banco Master. Naquele período, surgiram discussões sobre uma possível solução financeira que poderia envolver o Fundo Garantidor de Créditos e a aquisição de ativos do banco por outras instituições.
Além disso, as conversas ocorreram semanas depois do anúncio de uma negociação para venda do Banco Master ao Banco de Brasília. O acordo, divulgado em março de 2025, acabou sendo posteriormente barrado pelo Banco Central do Brasil.
Em outro trecho das mensagens, Vorcaro afirmou que haviam “criado um problema que não existia” e disse que precisava encontrar uma solução para a situação. A interlocutora respondeu que ele dificilmente conseguiria sair da situação sem sofrer pressões.
Em comunicado oficial, o BTG reiterou que nunca demonstrou interesse em adquirir o Banco Master, afirmando que apenas realizou compras pontuais de ativos considerados não problemáticos em momentos de falta de liquidez da instituição.







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