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Dólar sobe e fecha acima de R$ 5,28 enquanto Bolsa brasileira registra forte queda

A tensão geopolítica no Oriente Médio voltou a impactar os mercados financeiros nesta quinta-feira (5). O dólar encerrou o dia em alta de 1,33%, sendo negociado a R$ 5,28, refletindo o movimento global de busca por ativos considerados mais seguros diante da escalada do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil/Arquivo
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil/Arquivo

O fortalecimento da moeda norte-americana foi observado em diversos mercados, tanto em relação a moedas de países emergentes quanto frente a divisas fortes como o euro e o iene. O índice U.S. Dollar Index (DXY), que mede o desempenho do dólar diante de uma cesta de seis moedas internacionais, também registrou avanço.

No Brasil, o cenário de maior aversão ao risco atingiu diretamente o mercado de ações. O principal índice da Bolsa brasileira, o Ibovespa, caiu 2,64% e encerrou o pregão aos 180.463 pontos, com a maioria das empresas listadas apresentando desempenho negativo.

Petróleo em alta

Enquanto a Bolsa recuou, empresas ligadas ao setor de energia tiveram desempenho diferente. O preço do petróleo avançou cerca de 4% no mercado internacional, chegando próximo de US$ 84 por barril. A alta ocorre em meio ao temor de que o conflito afete o abastecimento global da commodity.

O Irã representa cerca de 3% da produção mundial de petróleo, mas exerce influência estratégica por estar próximo ao Estreito de Hormuz, rota marítima por onde circula aproximadamente 20% de todo o petróleo e gás comercializado no mundo.

Nos últimos dias, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mencionou a possibilidade de mobilizar a Marinha para escoltar petroleiros na região. Autoridades iranianas reagiram afirmando que o país mantém controle total sobre a passagem pelo estreito.

Impactos globais

A instabilidade no Oriente Médio também começou a gerar reflexos na cadeia energética internacional. Refinarias na China e na Índia chegaram a interromper operações após dificuldades no abastecimento de petróleo bruto, já que ambos os países dependem significativamente de importações da região.

Além disso, o Qatar anunciou a suspensão da produção de gás natural liquefeito, o que levou empresas do setor a adotarem medidas preventivas em instalações de petróleo e gás em diversos países do Oriente Médio.

Bolsas internacionais

A aversão ao risco também pressionou os principais mercados globais. Na Europa, índices como o Euro Stoxx 50, o DAX da Alemanha e o CAC 40 da França registraram quedas próximas de 1,5%.

Nos Estados Unidos, os índices de Dow Jones Industrial Average, S&P 500 e Nasdaq Composite também fecharam em baixa.

Já na Ásia, houve recuperação após as perdas recentes. O índice Nikkei 225, do Japão, registrou alta próxima de 2%, enquanto a Bolsa de Seul apresentou forte avanço.

Dólar segue como refúgio

Mesmo com os Estados Unidos envolvidos no conflito, analistas destacam que o dólar tende a se valorizar em períodos de instabilidade global, pois é considerado a principal moeda de liquidez e reserva do sistema financeiro internacional.

Apesar da alta recente, especialistas lembram que o índice DXY ainda acumula queda superior a 5% nos últimos 12 meses. A avaliação predominante é que oscilações como as observadas nesta semana podem ocorrer enquanto persistirem as tensões geopolíticas.

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