União Brasil da Bahia pode perder espaço no governo federal após apoio a Flávio Bolsonaro
Por Redação | Fatos Políticos
O União Brasil da Bahia deve enfrentar dificuldades para manter indicações em cargos estratégicos do governo federal no quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que começa em janeiro de 2027. A avaliação, divulgada pelo Política Livre nesta terça-feira (3), é de que o alinhamento da bancada baiana ao grupo do ex-prefeito ACM Neto e o apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno pesaram contra a permanência da legenda nos espaços da administração federal.

O cenário representa uma mudança em relação ao início do atual governo, quando parlamentares baianos do União Brasil conseguiram preservar influência sobre órgãos federais, mesmo fazendo oposição ao PT no estado.
Indicações de outros estados ganham espaço
Enquanto representantes da Bahia podem perder posições, dirigentes da federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, já teriam encaminhado ao Palácio do Planalto sugestões de nomes considerados mais próximos do governo.
Entre os indicados estão os deputados federais Moses Rodrigues, do Ceará, e Pedro Lucas Fernandes, do Maranhão, ambos do União Brasil. Pelo PP, foi apresentado o nome da senadora paraibana Daniella Ribeiro.
As articulações ainda estão em andamento e não representam nomeações confirmadas. A composição do próximo ministério dependerá das negociações entre o presidente e os partidos.
Codevasf e Correios estão entre os espaços em disputa
Na Bahia, a influência de parlamentares do União Brasil alcançou órgãos como a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) e os Correios.
O deputado federal Elmar Nascimento teve participação em indicações para a estrutura da Codevasf, incluindo postos de direção nacional e superintendências regionais. Já o deputado Arthur Maia manteve influência sobre a unidade de Bom Jesus da Lapa, enquanto Dal Barreto participou da articulação que levou uma indicada sua à superintendência estadual dos Correios.
Parte dessas posições já passou por mudanças durante o atual governo. A expectativa agora é de que a reorganização política para o novo mandato possa provocar novas substituições.
Apoio a Flávio Bolsonaro pesou na relação com o Planalto
Em outubro, ACM Neto declarou apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno da eleição presidencial e afirmou que mobilizaria lideranças políticas baianas em favor do senador. A federação União Brasil-PP também se posicionou a favor do candidato.
Após a derrota de Flávio, entretanto, dirigentes partidários começaram a discutir uma possível reaproximação com o governo Lula. A direção nacional do União Brasil avalia liberar filiados para integrar a próxima gestão, enquanto o Planalto busca ampliar sua base de apoio no Congresso.
Na Bahia, porém, a situação dos parlamentares ligados a ACM Neto é tratada de maneira diferente nas articulações relatadas pela imprensa. Até o momento, não há anúncio oficial de uma lista definitiva de cargos que serão retirados ou de novos nomes que ocuparão essas funções.










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