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TSE decide pela cassação imediata de Rodrigo Bacellar e abre disputa pelo comando da Alerj

O Tribunal Superior Eleitoral determinou nesta quarta-feira (25) a perda imediata do mandato do deputado Rodrigo Bacellar (União Brasil), que estava afastado da presidência da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Com a decisão, os parlamentares estaduais deverão escolher um novo presidente da Casa, que assumirá interinamente o governo do estado, atualmente sob responsabilidade do desembargador Ricardo Couto.

Pelas regras da Constituição estadual, a Alerj tem até seis sessões para realizar a eleição do novo comandante. Caberá a ele conduzir o processo de escolha do chamado “governador-tampão”, que ficará à frente do Executivo fluminense até o fim do ano.

A cassação foi confirmada durante a leitura da ata do julgamento realizado na terça-feira (24), quando Bacellar e o ex-governador Cláudio Castro foram condenados por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. O caso envolve o escândalo conhecido como “folha secreta de pagamento”.

Durante a sessão anterior, a ausência de uma manifestação explícita da presidente do TSE, Cármen Lúcia, sobre a aplicação imediata da cassação gerou dúvidas entre ministros, advogados e assessores. Parte dos envolvidos entendia que a perda do mandato seria automática, enquanto outros defendiam a necessidade de aguardar a publicação oficial da decisão.

A definição tem impacto direto nas articulações políticas em andamento no estado, especialmente na tentativa de reduzir o tempo de permanência do governo interino e acelerar a escolha de um novo chefe do Executivo.

Nos bastidores, grupos ligados a Cláudio Castro já discutem cenários sem Bacellar. Uma das estratégias é viabilizar a eleição do deputado Douglas Ruas (PL) para a presidência da Alerj, enquanto o nome de Guilherme Delaroli (PL), atual presidente em exercício, aparece como favorito para assumir o governo temporariamente.

Por outro lado, o deputado Chico Machado (Solidariedade) também se colocou na disputa, com possível apoio indireto do ex-prefeito Eduardo Paes (PSD).

A crise institucional no estado teve início ainda em 2025, quando mudanças na linha sucessória foram articuladas para viabilizar um plano político envolvendo a saída de Cláudio Castro do governo. O cenário, no entanto, se desestruturou após investigações que levaram ao afastamento de Bacellar, acusado de envolvimento no vazamento de informações de uma operação policial — acusação que ele nega.

Com a nova decisão do TSE, a expectativa é de que a Assembleia acelere o processo de escolha de sua nova liderança e, consequentemente, a definição do comando do governo estadual até o final do mandato.

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