TSE corrige decisão e confirma eleição indireta para governo do Rio de Janeiro
- Adilson Silva

- há 2 dias
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O Tribunal Superior Eleitoral revisou, nesta quarta-feira (25), um erro na certidão de julgamento que tratava da inelegibilidade do ex-governador Cláudio Castro e esclareceu que a escolha do novo chefe do Executivo estadual será feita por meio de eleição indireta.

A inconsistência foi identificada pelo governador interino do estado, o desembargador Ricardo Couto, que apontou divergência entre o conteúdo dos votos dos ministros e o texto formal do documento. Enquanto a fundamentação indicava votação interna na Assembleia Legislativa, a certidão mencionava a possibilidade de eleição direta.
Diante da dúvida, Couto recomendou cautela antes do início dos procedimentos por parte da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Segundo ele, era necessário esclarecer o tipo de pleito antes de avançar com as articulações políticas.
A confusão ocorreu porque, durante o julgamento, os ministros entenderam que a cassação de Cláudio Castro não deveria produzir efeitos práticos após sua renúncia ao cargo. Com isso, não haveria convocação de novas eleições diretas, como chegou a constar inicialmente no documento.
Ainda na noite desta quarta, o TSE emitiu uma nova certidão, corrigindo o que classificou como “erro material” e confirmando que a escolha do novo governador será feita de forma indireta, pelos deputados estaduais.
O tema também gerou reação política. O diretório estadual do PSD, partido do ex-prefeito Eduardo Paes, defendeu a realização de eleições diretas — cenário que abriria espaço para disputa popular já neste momento.
Paralelamente, o governador interino pediu que os deputados aguardem a retotalização dos votos pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro antes de avançar em novas definições. O processo é necessário para confirmar quem assumirá a vaga aberta na Assembleia Legislativa após a cassação do deputado Rodrigo Bacellar.
A orientação busca garantir segurança jurídica nas próximas etapas, já que o novo parlamentar poderá, inclusive, participar da disputa pelo comando da Assembleia, peça-chave na definição do futuro governo estadual.







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