Trump volta a falar em “tomar Cuba” em meio à crise energética na ilha
- Adilson Silva

- há 11 horas
- 2 min de leitura
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a causar repercussão internacional ao afirmar que acredita que “terá a honra de tomar Cuba”. A declaração foi feita nesta segunda-feira (16), durante conversa com jornalistas no Salão Oval da Casa Branca.

Ao comentar as relações históricas entre os dois países, Trump disse que sempre ouviu questionamentos sobre quando os EUA tomariam alguma atitude em relação à ilha caribenha. Segundo ele, existe a possibilidade de “tomar Cuba de algum jeito”, afirmando que poderia “libertá-la”.
O presidente também descreveu o país como uma “nação falida”, destacando que a ilha enfrenta dificuldades econômicas, apesar de possuir território fértil e paisagens que classificou como bonitas.
Crise energética agrava situação em Cuba
As declarações ocorrem em meio a um agravamento da crise energética em Cuba. Nesta segunda-feira, a empresa estatal responsável pelo sistema elétrico anunciou um colapso da rede nacional, provocando um apagão que atingiu praticamente toda a ilha, onde vivem cerca de 10 milhões de pessoas.
De acordo com a companhia, não foram identificados danos imediatos nas usinas termelétricas em funcionamento, e ainda não há confirmação oficial sobre as causas da interrupção nem previsão para normalização do fornecimento.
O país já enfrentava apagões frequentes nos últimos anos, situação que se agravou recentemente após a interrupção do fornecimento regular de petróleo vindo da Venezuela.
Tensões políticas e negociações
A crise energética também ocorre em meio a tensões políticas internas. No último sábado (14), manifestantes contrários ao regime atacaram um escritório do Partido Comunista de Cuba no centro do país, em um episódio considerado raro de protesto público.
Apesar do histórico de rivalidade, o governo cubano reconheceu recentemente que mantém conversas com a Casa Branca. O presidente Miguel Díaz-Canel afirmou em pronunciamento que há contatos diplomáticos em andamento.
Desde a Revolução Cubana — que derrubou o governo de Fulgencio Batista, aliado dos EUA — as relações entre Washington e Havana alternam momentos de tensão e tentativas de negociação. Até hoje, diferentes governos americanos buscaram alterar o cenário político da ilha por meio de pressões econômicas e diplomáticas.







Comentários