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Tether cobra R$ 1,6 bilhão do Banco Master na Justiça e pede bloqueio de bens

A Tether, considerada a maior empresa de criptomoedas do mundo, entrou na Justiça de São Paulo para cobrar do Banco Master uma dívida de aproximadamente R$ 1,64 bilhão relacionada a um empréstimo de US$ 300 milhões concedido em março do ano passado.

A ação judicial pede ainda a penhora de bens e o bloqueio de contas ligadas ao banco controlado pelo banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo a empresa, o valor atualizado inclui juros anuais e moratórios que elevaram a dívida para cerca de US$ 327,4 milhões.

De acordo com os documentos apresentados no processo, o empréstimo foi firmado com a Titan Holding, empresa sediada nas Ilhas Cayman e ligada ao grupo de Vorcaro. O pagamento deveria ocorrer em março deste ano, mas cláusulas contratuais permitiram o vencimento antecipado da dívida após o rebaixamento da nota de crédito do Banco Master.

A Tether afirma que as empresas ligadas ao grupo deixaram de pagar as parcelas de rolagem da dívida ainda em agosto do ano passado. Como garantia do contrato, foram oferecidas cédulas de crédito bancário vinculadas a operações de empréstimos consignados da linha Credcesta, destinadas a servidores públicos.

Segundo a ação, os recursos desses consignados eram depositados em uma conta no próprio Banco Master, e a empresa de criptomoedas agora pede que esses valores sejam bloqueados para quitar o débito.

A multinacional também tenta evitar entrar na fila comum de credores do banco após a liquidação da instituição. Atualmente, créditos trabalhistas e tributários têm prioridade. Estimativas apontam que o rombo envolvendo o Master pode alcançar cerca de R$ 50 bilhões.

Documentos anexados ao processo mostram ainda que o Banco Master reconheceu a dívida em uma corte arbitral de Londres. A Tether argumenta que desconhecia as investigações policiais envolvendo o banco quando o contrato foi firmado.

O grupo de Daniel Vorcaro já mantinha relação com empresas do setor de criptomoedas desde 2019, quando ele assumiu o então Banco Máxima, posteriormente transformado em Banco Master. As operações cambiais ligadas a criptoativos cresceram significativamente nesse período.

A defesa de Daniel Vorcaro informou que não comentaria o caso. Já a Tether afirmou que a inadimplência não compromete a liquidez de suas criptomoedas, que seriam lastreadas em ativos reais como dólar, euro e ouro.

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