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TCU cobra da Caixa revisão de sigilo sobre documentos ligados à possível federalização do BRB

25 de mar.
2 min de leitura

O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou que a Caixa Econômica Federal revise, no prazo de cinco dias, a classificação de sigilo atribuída a documentos que tratam de estudos e negociações sobre uma eventual federalização do Banco de Brasília (BRB). A documentação já foi encaminhada ao órgão de controle.

Foto: Joédson Alves/Agência Brasil/Arquivo
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil/Arquivo

A medida também alcança o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que deverá se manifestar dentro do mesmo período.

Relator do caso, o ministro Bruno Dantas destacou que o prazo estabelecido é improrrogável e que as instituições precisam apresentar justificativas objetivas para manter o sigilo das informações. Segundo ele, explicações genéricas ou a ausência de resposta serão interpretadas como concordância com a revisão da restrição de acesso aos documentos.

Até o momento, a Caixa não se pronunciou sobre o assunto. Já o BNDES informou que mantém colaboração com o TCU e negou ter realizado estudos sobre uma possível federalização do BRB. Em nota, o banco ressaltou que suas diretrizes operacionais não permitem apoio a investimentos em outras instituições financeiras públicas.

Informações obtidas pela reportagem indicam que a Caixa recebeu, em novembro de 2025, uma consulta do BRB sobre eventual interesse na compra de carteiras de crédito. O pedido ocorreu pouco depois da liquidação do banco Master pelo Banco Central e da mudança na direção do BRB, em meio à operação que investigou irregularidades envolvendo a instituição.

As investigações levaram ao afastamento do então presidente do BRB, Paulo Henrique Cardoso. Para o cargo, foi nomeado Nelson Souza, ex-dirigente da Caixa, com a missão de reestruturar o banco após prejuízos relacionados à aquisição de carteiras consideradas irregulares.

Após análise inicial, a Caixa decidiu não avançar nas tratativas. O Banco do Brasil, que também foi procurado, igualmente descartou participação em uma eventual federalização e não solicitou sigilo sobre o tema. Já o BNDES optou por manter as informações sob restrição.

No fim de fevereiro, o TCU já havia solicitado esclarecimentos ao Ministério da Fazenda, Caixa, BNDES e Banco do Brasil sobre possíveis estudos ou negociações envolvendo o BRB. A hipótese de federalização ganhou força após o envolvimento da instituição do Distrito Federal em um escândalo financeiro ligado ao banco Master.

Além da compra de carteiras problemáticas, o BRB também participou de uma tentativa malsucedida de aquisição da instituição, o que agravou sua situação financeira. Atualmente, o banco enfrenta dificuldades para recompor perdas e depende de um novo aporte de recursos por parte do governo do Distrito Federal.

 
 
 

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