top of page

Sheila Lemos nega rompimento com Tiago Correia, mas reconhece divergências no grupo político de Conquista

A prefeita de Vitória da Conquista, Sheila Lemos, afirmou nesta segunda-feira (1º) que não houve rompimento político com o deputado estadual Tiago Correia, embora tenha admitido a existência de desgastes dentro do grupo após o fortalecimento da pré-candidatura de seu marido, Wagner Alves, à Assembleia Legislativa da Bahia.

Em entrevista à TV Band Bahia, a gestora destacou que a decisão de lançar Wagner como pré-candidato foi construída coletivamente e comunicada antecipadamente a Tiago Correia, que possui forte atuação política no município do sudoeste baiano. Segundo Sheila, o diálogo ocorreu antes mesmo de conversas com o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto.

De acordo com a prefeita, o entendimento inicial previa que as lideranças e apoiadores já alinhados ao projeto de Tiago permaneceriam ao lado do deputado, enquanto a pré-candidatura de Wagner seguiria seu próprio caminho, sem interferências diretas.

Sheila argumentou que a entrada do marido na disputa atende a um sentimento de parte da população conquistense, que deseja eleger um representante com presença constante na cidade e conhecimento direto das demandas locais. Apesar disso, ela reconheceu que, ao longo do processo, surgiram divergências e ajustes políticos que acabaram provocando atritos entre integrantes dos grupos envolvidos.

Mudanças partidárias ampliam cenário de tensão

O ambiente político ganhou novos desdobramentos após o vereador mais votado de Vitória da Conquista, Diogo Azevedo, deixar o União Brasil e se filiar ao PSDB, legenda de Tiago Correia. Com a mudança, o parlamentar anunciou sua pré-candidatura à Câmara dos Deputados.

Embora a prefeita rejeite a ideia de um conflito aberto entre as lideranças, a movimentação foi interpretada nos bastidores como um fator que aumentou a disputa por espaço político na cidade. De um lado, Wagner Alves busca consolidar sua candidatura à Assembleia Legislativa; do outro, Tiago Correia amplia sua articulação local com novos aliados.

Ao comentar a saída de Diogo Azevedo, Sheila lembrou a trajetória do vereador dentro do grupo político e demonstrou insatisfação com a decisão. Ela ressaltou que a mudança partidária pode gerar questionamentos jurídicos relacionados à fidelidade partidária, uma vez que o mandato pertence à legenda e eventuais suplentes podem reivindicar a vaga na Justiça.

A prefeita também afirmou que a permanência de Diogo no União Brasil teria influenciado a composição da chapa proporcional nas eleições anteriores, limitando a participação de outros nomes interessados em disputar o pleito pela sigla. Segundo ela, diferentes lideranças locais deixaram de concorrer pelo partido em razão da falta de espaço disponível.


 
 
 

Comentários

Avaliado com 0 de 5 estrelas.
Ainda sem avaliações

Adicione uma avaliação

© 2023 por Amaury Aquino e Design Digital

bottom of page