Rui Costa entra no páreo pelo Senado e acirra disputa política na Bahia
- Adilson Silva

- 10 de out.
- 2 min de leitura
O ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa (PT-BA), confirmou que colocará seu nome à disposição para concorrer a uma das duas vagas ao Senado Federal nas eleições de 2026. A decisão movimenta o cenário político baiano e promete provocar uma disputa intensa dentro do próprio grupo aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Além de Rui, os atuais senadores Jaques Wagner (PT) e Ângelo Coronel (PSD) já manifestaram interesse em disputar a reeleição, o que cria um impasse dentro da base governista no estado.

Três nomes fortes para duas vagas
A Bahia será um dos estados com duas cadeiras em aberto no Senado no próximo pleito. Com três aliados diretos de Lula interessados na disputa, o presidente será obrigado a costurar um acordo político para evitar divisões internas que possam favorecer a oposição.Segundo aliados, Rui Costa só deve oficializar a pré-candidatura após avaliação conjunta com o presidente e com o governador Jerônimo Rodrigues (PT). Caso siga adiante, ele precisará deixar o cargo de ministro até abril de 2026, prazo exigido pela legislação eleitoral.
Definição passa por decisão de Lula
Fontes próximas ao Palácio do Planalto indicam que a palavra final será do presidente Lula, que vem buscando um equilíbrio entre a fidelidade partidária e a viabilidade eleitoral dos nomes.Em discursos recentes, o presidente tem destacado a importância de ampliar a bancada petista no Senado, afirmando que a oposição bolsonarista já possui número expressivo de senadores.
“Os nossos senadores estão quase todos em reeleição; eles (a oposição) já têm 25. Se elegerem mais 17, chegam à maioria”, disse Lula em agosto.
Cenário estadual também influencia decisão
O desenrolar da disputa na Bahia dependerá não apenas das conversas entre os senadores, mas também do quadro eleitoral para o governo estadual.O governador Jerônimo Rodrigues (PT) aparece tecnicamente empatado com o ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, segundo levantamento do Real Time Big Data.A pesquisa indica 40% para ACM Neto e 36% para Jerônimo, o que mantém a corrida aberta. Se o desempenho do governador não evoluir nas próximas sondagens, Lula poderá reposicionar as candidaturas, cogitando lançar Jaques Wagner ou o próprio Rui Costa para o governo, deixando espaço livre para a disputa ao Senado.
Rui Costa tenta manter protagonismo
Ex-governador da Bahia por dois mandatos, Rui Costa mantém forte influência política no estado e no PT baiano. Desde que assumiu a Casa Civil, consolidou-se como um dos principais articuladores do governo Lula e um dos nomes de maior confiança do presidente.A eventual candidatura ao Senado seria, segundo aliados, uma forma de manter sua presença no cenário nacional e de fortalecer o grupo petista nas discussões estratégicas de 2026.
Aliados defendem consenso
Nos bastidores, lideranças do PT e do PSD defendem que o grupo busque uma solução de consenso para evitar rupturas internas.Com três nomes de peso e apenas duas vagas disponíveis, a definição promete ser um dos principais desafios políticos de Lula na Bahia, estado considerado berço eleitoral do petismo e um dos maiores colégios eleitorais do Nordeste.







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