Rui Costa adota tom cauteloso sobre disputa ao Senado e diz que debate ainda é “prematuro”
- Adilson Silva

- 17 de out.
- 2 min de leitura
17 de outubro de 2025 | 11:14Política | Exclusivo
Uma semana depois de anunciar publicamente sua intenção de concorrer ao Senado em 2026, o ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), adotou um tom mais contido ao comentar o tema nesta sexta-feira (17). Embora tenha confirmado que a possibilidade segue em discussão dentro do partido, ele evitou cravar sua participação na chapa majoritária que será formada pelo grupo do governador Jerônimo Rodrigues (PT) na Bahia.

Ministro sinaliza desaceleração nas articulações políticas
Anteriormente, Rui havia indicado que deixaria o comando da Casa Civil entre março e abril de 2026 para se dedicar integralmente à campanha eleitoral. No entanto, ao falar com jornalistas durante o ato de implantação dos sistemas de telecomunicações e sinalização do VLT de Salvador e Região Metropolitana, no bairro da Calçada, o ministro preferiu adotar cautela.
Segundo ele, o debate sobre a composição da chapa é recorrente entre os petistas, mas ainda não chegou a um ponto de definição.
“Essa é uma discussão que acontece todos os dias dentro do partido, mas é natural que as conversas se intensifiquem na virada do ano”, declarou.
“Ainda é cedo para antecipar o debate”, diz Rui Costa
Questionado sobre a estratégia política para 2026, Rui considerou “prematura” qualquer antecipação do processo eleitoral. O ministro destacou que, antes de pensar em nomes e candidaturas, é necessário observar o cenário nacional e a correlação de forças no Congresso.
“O Brasil vive um momento em que está ficando evidente para a população a diferença entre dois grandes grupos: o que defende pautas como a PEC da Blindagem e o uso indevido das emendas parlamentares — temas que já chegaram à esfera judicial e criminal —, e o grupo que defende os interesses do povo”, afirmou.
Foco no fortalecimento da base de Lula
Rui Costa reforçou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem insistido na importância de a população refletir sobre o papel do Legislativo nas próximas eleições.
“O presidente tem repetido: não basta pensar apenas em quem vai ocupar o Palácio do Planalto, é preciso escolher qual Congresso queremos para o país. Esse será o foco do nosso debate até o próximo ano”, completou.
Expectativa de definição no início de 2026
Apesar da postura mais reservada, aliados próximos afirmam que Rui Costa continua entre os principais nomes cotados para disputar o Senado pela base governista. A definição oficial, contudo, deve ocorrer apenas no início de 2026, quando o cenário eleitoral estiver mais consolidado.







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