Relatório da PF aponta conexões entre Dias Toffoli e empresário do Banco Master e gera tensão no STF
- Adilson Silva

- há 7 horas
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Um relatório da Polícia Federal entregue ao Supremo Tribunal Federal trouxe novos elementos envolvendo o ministro Dias Toffoli e o empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. O documento, com aproximadamente 200 páginas, passou a circular nos bastidores da Corte e já provoca reações entre magistrados.

De acordo com as informações apuradas, o material reúne registros de ligações telefônicas entre Toffoli e Vorcaro, além do envio de um convite para a festa de aniversário do ministro. Também constam no relatório conversas do banqueiro com terceiros mencionando pagamentos relacionados ao resort Tayayá, empreendimento ligado à família de Toffoli.
Nos corredores do Supremo, integrantes da Corte teriam classificado o conteúdo como “explosivo”, diante da sensibilidade do caso. A análise do relatório está sob responsabilidade do presidente do STF, ministro Edson Fachin, que já solicitou esclarecimentos formais a Toffoli antes de decidir sobre um eventual pedido de suspeição.
O documento foi encaminhado ao Supremo na última segunda-feira (9) pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Embora não haja um pedido explícito de afastamento do ministro, a corporação apresenta elementos que, na avaliação dos investigadores, poderiam comprometer sua atuação como relator de processos ligados ao Banco Master.
Pessoas próximas ao ministro sustentam que o relatório não traz fatos relevantes além de quatro telefonemas e um convite que sequer teria sido respondido. Ainda assim, novas informações vieram à tona nos últimos dias.
Segundo bastidores revelados pela imprensa nacional, Toffoli teria admitido a interlocutores que recebeu valores da empresa Maridt, responsável pelo resort Tayayá. Ele argumenta que os repasses seriam legais, já que figura como sócio do empreendimento ao lado dos irmãos, José Carlos e José Eugênio.
A negociação envolvendo a venda da participação da família Toffoli na empresa também aparece entre os pontos destacados no relatório. A transação teria envolvido o pastor Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, apontado por investigadores como um dos principais operadores do empresário. Conversas entre Zettel e o banqueiro mencionariam o resort como tema recorrente.
Em nota oficial, Dias Toffoli afirmou que o relatório da Polícia Federal se baseia em “ilações” e questionou a legitimidade da corporação para pedir sua suspeição, argumentando que a PF não integra o processo judicial em questão. O ministro informou ainda que apresentará manifestação formal ao presidente do STF.
O caso agora aguarda os próximos desdobramentos dentro da Corte, em meio a um ambiente de forte repercussão política e jurídica.







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