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Relator de CPI cita possível envolvimento de ministros do STF e amplia investigação sobre Banco Master

O senador Alessandro Vieira, relator da CPI do Crime Organizado, afirmou que o relatório final da comissão poderá apontar indícios de participação de autoridades em práticas consideradas irregulares. Segundo ele, há sinais que precisam ser aprofundados com cautela.

Foto: Pedro França/Agência Senado
Foto: Pedro França/Agência Senado

A declaração foi feita no contexto das investigações sobre o Banco Master, que será incluído no documento final da CPI. O parlamentar indicou que o caso deve destacar falhas de fiscalização por parte de órgãos reguladores, como a Comissão de Valores Mobiliários e o Banco Central do Brasil, além de possíveis conexões com esquemas de lavagem de dinheiro.

A comissão tem prazo para encerrar os trabalhos em abril, mas ainda busca avançar em novas frentes de apuração, especialmente sobre a relação entre fundos de investimento suspeitos e agentes públicos.

Entre as medidas previstas, está a possível convocação do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, caso ele deixe o cargo. A oitiva deve tratar de operações envolvendo o Banco de Brasília (BRB) e tentativas de reestruturação do Banco Master.

O caso ganhou força após a liquidação do Master pelo Banco Central. O ex-controlador Daniel Vorcaro está preso e negocia um acordo de colaboração com autoridades. A CPI analisa movimentações financeiras, possíveis fraudes e relações políticas ligadas ao grupo.

Vieira também criticou decisões judiciais que, segundo ele, têm dificultado o avanço das investigações, como a suspensão de quebras de sigilo e a dispensa de depoimentos. O senador afirmou que é necessário esclarecer a natureza de relações entre integrantes do banco e autoridades públicas, incluindo ministros do Supremo Tribunal Federal.

Ele citou, por exemplo, conexões envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, destacando que os fatos mencionados precisam ser investigados para verificar se houve irregularidades. O parlamentar ressaltou que eventuais conclusões dependem de comprovação.

Paralelamente, um grupo de senadores recorreu ao STF para tentar viabilizar a instalação de uma CPI específica para apurar o caso do Banco Master no Congresso Nacional. A iniciativa busca obrigar a leitura de requerimento já protocolado, sob o argumento de que a demora pode comprometer a coleta de provas.

A CPI do Crime Organizado também deve abordar, em seu relatório final, a atuação de facções criminosas e a resposta do Estado, com destaque para a situação do Rio de Janeiro e os desafios no combate à criminalidade.


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