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PSB busca ampliar espaço no governo Jerônimo e articula controle da SPM para manter Fabíola Mansur na Assembleia

O PSB intensificou, de forma discreta, as movimentações para ampliar sua participação no primeiro escalão do governo Jerônimo Rodrigues (PT). Atualmente à frente da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), o partido, comandado na Bahia pela deputada federal Lídice da Mata, mira agora a Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), hoje sob gestão do PT.

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

A mudança integra a reforma administrativa prevista para dezembro, quando secretários devem deixar seus cargos para disputar as eleições de 2026.

Além de reforçar sua presença no governo, o PSB trabalha para preservar a cadeira da deputada estadual Fabíola Mansur, suplente do secretário licenciado Angelo Almeida (SDE). Como Angelo deixará o posto para tentar a reeleição, Fabíola perderia automaticamente o mandato caso não haja rearranjo interno.

A solução articulada pelo partido — e que teria a simpatia do governador — é entregar a SPM à deputada Soane Galvão (PSB). Ela não pretende concorrer novamente à Assembleia para apoiar a candidatura do marido, o ex-prefeito de Ilhéus, Mário Alexandre (PSD). Com Soane assumindo a secretaria, Fabíola seguiria no Legislativo, garantindo ao PSB duas cadeiras na Casa.

A movimentação ocorre no mesmo momento em que Fabíola avaliava convite para migrar ao Avante, feito pelo ex-prefeito de Irecê, Elmo Vaz, seu aliado. A deputada demonstrou incômodo com a estratégia do PSB — respaldada pelo governo — de incorporar deputados pepistas, como Niltinho, Hassan Iossef, Antonio Henrique Jr. e Eduardo Sales. A chegada dos novos quadros deve elevar a disputa interna por vagas em 2026, especialmente entre suplentes ou parlamentares com mandatos compartilhados.

Do lado do governo, a ampliação do espaço do PSB atende ao esforço de Jerônimo para reorganizar o equilíbrio de forças dentro da base aliada. Fortalecer o PSB é uma forma de evitar que partidos robustos, como o PSD do senador Otto Alencar e o Avante, ligado ao ministro Rui Costa, ampliem demais sua influência nas próximas eleições municipais e estaduais.

Entretanto, ampliar o espaço do PSB deve gerar ruídos entre outras siglas da base. O PDT, que ainda não recebeu cargos no primeiro escalão, deve pressionar mais intensamente em dezembro. O Avante também pode reagir caso o PSB conquiste outra secretaria estratégica.

A equação passa ainda pela desocupação da SPM, hoje comandada pela deputada Neusa Cadore (PT), que deve deixar o cargo para tentar a reeleição. Interlocutores do governo avaliam que abrir mão de uma secretaria petista gera menos desgaste do que retirar espaço de outra legenda aliada.

Por fim, a presidência estadual do PSB não pretende indicar Soane Galvão para substituir Angelo Almeida na SDE, e o governo também não considera seu nome adequado para o cargo. Angelo, por sua vez, já manifestou preferência pelo atual chefe de gabinete da pasta, Aécio Moreira do Nascimento, caso seja substituído.

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