Presidente do TRE-BA afirma que voto impresso seria retrocesso e defende segurança da urna eletrônica
- Adilson Silva

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O presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), desembargador Abelardo da Matta, afirmou nesta quinta-feira (12) que a adoção do voto impresso no Brasil representaria um retrocesso no sistema eleitoral. Segundo ele, as urnas eletrônicas já contam com mecanismos suficientes de transparência e auditoria.

A declaração foi dada durante entrevista à imprensa no evento que celebrou os 30 anos da Urna eletrônica brasileira, realizado na sede do tribunal, no Centro Administrativo da Bahia. A atividade marcou o lançamento da exposição “Floresta da Urna Eletrônica – 30 Anos de Democracia Digital”.
De acordo com o magistrado, o atual sistema eleitoral brasileiro possui diversas ferramentas que permitem o acompanhamento e a fiscalização do processo por instituições e pela sociedade.
“O voto impresso, na minha avaliação, representa um retrocesso. A urna eletrônica é auditável e dispõe de instrumentos que garantem a transparência e possibilitam a análise de eventuais questionamentos”, afirmou.
O presidente do tribunal também ressaltou que o trabalho da Justiça Eleitoral vai além da organização das eleições, incluindo ações educativas voltadas para ampliar a confiança da população no sistema de votação.
Entre as iniciativas citadas está o trabalho desenvolvido pela Escola Judiciária Eleitoral da Bahia, responsável por promover cursos, palestras e atividades informativas em diversas regiões do estado.
Segundo Abelardo da Matta, equipes do TRE percorrem municípios baianos apresentando a evolução do sistema de votação no Brasil e explicando como funciona a urna eletrônica.
“O objetivo é aproximar a Justiça Eleitoral da população. O tribunal não fica apenas na sede; buscamos ir até os eleitores, especialmente os jovens, para levar conhecimento sobre cidadania, eleições e o funcionamento do processo de votação”, destacou.







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