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Petróleo volta a superar US$ 100 após novos ataques do Irã no Oriente Médio

Os preços do petróleo voltaram a subir com força nesta quinta-feira (12) após uma nova onda de ataques atribuídos ao Irã contra infraestruturas petrolíferas em países do Golfo Pérsico. A escalada do conflito ampliou temores sobre o abastecimento global de energia.

Foto: Agência Brasil/Arquivo
Foto: Agência Brasil/Arquivo

O barril do Brent ultrapassou novamente a marca de US$ 100 e, por volta das 17h30 (horário de Brasília), era negociado a US$ 101,24, com alta diária superior a 10%. No início da semana, a cotação chegou a atingir US$ 119,46.

Já o barril do West Texas Intermediate (WTI) também registrou forte valorização e chegou a US$ 97,16 ao longo do dia.

Bloqueio em rota estratégica

A alta ocorre mesmo após a decisão da Agência Internacional de Energia de liberar 400 milhões de barris de petróleo de suas reservas estratégicas — o maior movimento desse tipo na história da entidade.

Apesar da medida, navios petroleiros continuam evitando o Estreito de Hormuz, por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo e gás comercializados no mundo.

O novo líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, afirmou que o tráfego na região deve permanecer praticamente fechado como forma de pressionar os adversários. Ele assumiu o cargo após a saída de Ali Khamenei.

Especialistas avaliam que a liberação das reservas internacionais pode ter efeito limitado no curto prazo, já que a execução da medida deve levar semanas.

Ataques ampliam tensão na região

Nos últimos dias, ataques atingiram navios e instalações energéticas em diversos países da região. Entre os alvos estariam embarcações no mar do Iraque, além de incidentes próximos aos Emirados Árabes Unidos e ao Bahrein.

Também foram registrados danos a estruturas energéticas na Arábia Saudita, além de explosões relatadas em áreas urbanas de cidades como Dubai.

O conflito teve início após bombardeios conduzidos por Israel e pelos Estados Unidos contra alvos iranianos no final de fevereiro, ampliando a instabilidade na região.

Impacto global

Segundo a Agência Internacional de Energia, a guerra pode provocar o maior choque de oferta de petróleo da história. A entidade estima que a produção global tenha sido reduzida em cerca de 10 milhões de barris por dia após o bloqueio das rotas no Golfo.

A crise também pressiona os mercados financeiros internacionais, com queda nas bolsas e aumento da incerteza econômica, além de elevar o risco de inflação global devido ao aumento do preço da energia.

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