Presidente do CFM nega interferência em pena de Bolsonaro e questiona necessidade de depoimento à PF
- Adilson Silva

- há 23 horas
- 2 min de leitura
O presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), José Hiran da Silva Gallo, informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que não vê motivo para prestar depoimento à Polícia Federal no caso envolvendo o atendimento médico ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Em resposta ao ministro Alexandre de Moraes, Gallo afirmou que não houve qualquer tentativa de interferência na execução da pena imposta ao ex-mandatário.
No ofício enviado ao magistrado, o dirigente do CFM declarou que nunca buscou exercer atribuições disciplinares sobre a Polícia Federal, ressaltando que o conselho não tem competência correicional sobre o órgão.
A manifestação ocorreu após Moraes suspender uma sindicância aberta pelo CFM para apurar as condições de atendimento médico prestado a Bolsonaro e determinar que Gallo fosse ouvido pela PF no prazo de até dez dias. Segundo o presidente do conselho, os esclarecimentos apresentados demonstram que não há fundamento suficiente para a realização do depoimento.
O CFM informou que cumpriu a decisão judicial, mas sustentou que a abertura da sindicância tinha como objetivo preservar a atuação ética dos médicos envolvidos e verificar a regularidade dos procedimentos adotados pelos órgãos públicos responsáveis.
De acordo com o conselho, mais de 40 denúncias formais foram recebidas questionando a assistência médica prestada a Bolsonaro. Para o CFM, essas manifestações refletem preocupações sobre a garantia de atendimento adequado ao ex-presidente enquanto esteve sob custódia.
No documento encaminhado ao STF, o órgão afirmou que seguiu os trâmites previstos em lei, sem antecipar conclusões ou emitir juízo de valor sobre os fatos apurados. O conselho também reafirmou seu compromisso em respeitar as determinações do Judiciário, destacando a importância da harmonia entre os Poderes.
Bolsonaro foi levado a um hospital na quarta-feira para a realização de exames após sofrer uma queda, mas retornou à Superintendência da Polícia Federal em Brasília no dia seguinte. Conforme boletim médico divulgado pelo hospital DF Star, os exames indicaram apenas um leve trauma na região frontal e temporal direita, sem necessidade de intervenção médica.







Comentários