top of page

PF solicita novo inquérito para investigar suposto tráfico de influência de Lulinha em contratos da Dataprev

31 de jul.
2 min de leitura

A Polícia Federal obteve autorização para abrir um novo inquérito que investigará suspeitas de tráfico de influência envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A decisão foi autorizada nesta sexta-feira (31) pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça.

Segundo a investigação, a apuração busca esclarecer a relação entre Lulinha e o empresário Cleber Ribas de Oliveira, sócio de uma empresa do ramo de tecnologia. A PF suspeita que o empresário tenha buscado facilitar a obtenção de contratos junto à Dataprev e a outros órgãos públicos, com eventual intermediação do filho do presidente.

Entre os elementos reunidos pelos investigadores está uma viagem realizada por Lulinha e Cleber Ribas em dezembro de 2024 para Foz do Iguaçu. De acordo com a Polícia Federal, os registros indicam que ambos utilizaram a mesma reserva de viagem, o que levanta a hipótese de que as despesas do filho do presidente tenham sido custeadas pelo empresário. A investigação pretende apurar se houve contrapartida em favor dos interesses empresariais junto ao governo federal.

Cleber Ribas negou qualquer irregularidade. Ele afirmou manter uma relação de amizade com Lulinha e declarou que nunca obteve contratos com a Dataprev por influência do filho do presidente.

A defesa de Fábio Luís Lula da Silva também contestou as suspeitas. Em nota, os advogados classificaram a investigação como uma "pesca probatória", sustentando que não existem provas de que Lulinha tenha atuado para favorecer empresários perante órgãos da administração pública.

As suspeitas surgiram a partir das investigações sobre um esquema de desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Durante a apuração, a PF identificou contatos entre Cleber Ribas, o empresário Antônio Camilo Antunes — investigado no caso e conhecido como "Careca do INSS" — e a empresária Roberta Luchsinger, apontada como amiga próxima de Lulinha.

De acordo com os investigadores, mensagens e movimentações financeiras levantaram suspeitas sobre possíveis articulações para a prospecção de contratos públicos, incluindo oportunidades de negócios na Dataprev.

Este é o segundo inquérito autorizado contra Lulinha relacionado às investigações derivadas da Operação Sem Desconto. A Polícia Federal ainda solicitou a abertura de uma terceira investigação sobre outros fatos identificados durante o avanço das apurações, cujo pedido ainda aguarda definição sobre a relatoria no Supremo Tribunal Federal.

Nos bastidores do STF, o procedimento também chamou atenção pela forma como os pedidos foram distribuídos. Embora inicialmente houvesse possibilidade de mudança na relatoria, os dois primeiros inquéritos acabaram sendo novamente encaminhados ao ministro André Mendonça após sorteio eletrônico realizado pela Corte. Até o momento, não há acusação formal ou denúncia apresentada contra Lulinha, e as investigações seguem em fase inicial de apuração.

 
 
 

Comentários

Avaliado com 0 de 5 estrelas.
Ainda sem avaliações

Adicione uma avaliação
BANNER ENTREGAS E OBRAS -300X600px (1).gif
BANNER ENTERGAS E OBRAS -800x600px.gif

© 2023 por Amaury Aquino e Design Digital

bottom of page