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PF intima presidente do Unafisco a depor após ordem de Moraes

A Polícia Federal intimou o presidente do Unafisco (Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil), Kleber Cabral, para prestar depoimento nesta sexta-feira (20). A convocação foi determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, segundo informou a corporação.

Foto: Rosinei Coutinho/STF/Arquivo
Foto: Rosinei Coutinho/STF/Arquivo

O depoimento ocorre no âmbito de procedimento que tramita sob sigilo. Pessoas próximas a Cabral afirmam que ele deverá prestar esclarecimentos relacionados à investigação sobre supostos vazamentos de dados fiscais envolvendo ministros do STF e seus familiares.

Críticas públicas

Cabral tem feito críticas públicas às decisões do Supremo no caso. Em entrevistas recentes, afirmou que um dos auditores investigados teria sido alvo de “falso positivo” e classificou como desproporcional a condução das medidas adotadas contra os servidores suspeitos.

O Unafisco representa um dos quatro investigados na operação da PF: Ricardo Mansano de Moraes. Ele é suspeito de ter acessado dados de uma ex-enteada do ministro Gilmar Mendes, filha da advogada Guiomar Feitosa.

Após a operação, Mansano foi afastado do cargo de chefia que ocupava na área de Gestão do Crédito Tributário e do Direito Creditório, em Presidente Prudente (SP). Sua defesa afirma que ele possui “reputação ilibada” e que jamais respondeu a qualquer processo disciplinar ao longo da carreira na Receita Federal.

Operação e investigação

Na terça-feira (17), a Polícia Federal cumpriu quatro mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. A investigação apura possíveis acessos ilícitos ao sistema da Receita Federal e o posterior vazamento de informações sigilosas envolvendo ministros do STF, o procurador-geral da República e familiares.

A apuração teve início a partir de representação da Procuradoria-Geral da Republica. Segundo o STF, foram constatados “diversos e múltiplos acessos ilícitos ao sistema da Secretaria da Receita Federal do Brasil”, com indícios de posterior divulgação indevida dos dados.

O caso segue sob sigilo judicial, e novas informações deverão ser divulgadas conforme o avanço das investigações.

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