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Petrobras afirma que preços dos combustíveis seguem estratégia própria e descarta defasagem

A Petrobras informou nesta quinta-feira (3) que não há atraso nos preços praticados para combustíveis e reforçou que sua política de reajustes não segue uma periodicidade fixa vinculada ao mercado internacional. A manifestação foi enviada à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) após questionamentos sobre o tema.

Foto: Geraldo Falcão/Arquivo/Agência Petrobras
Foto: Geraldo Falcão/Arquivo/Agência Petrobras

O pedido de esclarecimento surgiu a partir de uma reportagem que apontava uma possível diferença significativa entre os preços internos e os valores internacionais. Segundo dados citados, o diesel e a gasolina estariam sendo vendidos abaixo da paridade global. A estatal, no entanto, afirmou que não reconhece esses cálculos.

Em resposta oficial, a empresa destacou que os ajustes nos preços são feitos com base em critérios técnicos e sem uma frequência pré-determinada. A estratégia, segundo a Petrobras, busca evitar impactos imediatos da volatilidade externa, como variações cambiais e oscilações do mercado internacional de petróleo, levando em conta também suas condições operacionais de refino e logística.

A companhia também mencionou reajustes recentes, incluindo um aumento no valor do diesel A comercializado com distribuidoras. Além disso, ressaltou a adesão ao programa federal de subvenção ao diesel, que prevê um subsídio por litro às empresas participantes. De acordo com a estatal, a combinação entre o reajuste aplicado e o benefício governamental resulta em um efeito financeiro mais amplo sobre o preço final.

O posicionamento ocorre em meio à preocupação de investidores sobre possíveis interferências do governo na política de preços da empresa. Recentemente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou um leilão de gás de cozinha realizado pela Petrobras, classificando o resultado como prejudicial à população de baixa renda e sinalizando a possibilidade de anulação do processo.

Desde 2023, a Petrobras deixou de adotar a política de paridade internacional, que vinculava diretamente os preços internos às cotações externas. A partir dessa mudança, a empresa passou a adotar um modelo mais flexível, com ajustes graduais que não acompanham automaticamente as oscilações do mercado global.

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