Parcelar ou pegar empréstimo para pagar o IR? Veja o que pesa no bolso
- Adilson Silva

- há 2 dias
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Contribuintes que precisam quitar o Imposto de Renda neste ano têm duas opções principais: pagar à vista ou parcelar o valor devido em até oito vezes, com cobrança de juros. Especialistas em finanças apontam que, sempre que possível, a quitação em cota única é a alternativa mais vantajosa. No entanto, para quem não dispõe do valor total, o parcelamento oferecido pela Receita Federal costuma ser mais econômico do que recorrer a empréstimos.

O modelo de parcelamento prevê juros de 1% ao mês a partir da segunda parcela, somados à taxa Selic proporcional desde a terceira. Atualmente, a Selic gira em torno de 14,75% ao ano, o que equivale a cerca de 1,15% ao mês.
Em uma simulação com dívida de R$ 1.000, o valor total pago ao final das oito parcelas chega a aproximadamente R$ 1.040 — um acréscimo próximo de 4%. Esse percentual, segundo especialistas, ainda é inferior às taxas praticadas em modalidades de crédito comuns no mercado.
Comparativamente, mesmo as linhas de crédito mais baratas apresentam juros mais elevados. Em um cenário com taxa mensal de 1,24%, por exemplo, o custo final de um empréstimo para o mesmo valor poderia ultrapassar R$ 1.100, ou seja, cerca de 10% a mais do que o valor inicial.
Além disso, operações de crédito costumam incluir encargos adicionais, como o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e tarifas administrativas, o que aumenta ainda mais o custo efetivo.
Apesar disso, o parcelamento também não é a primeira recomendação para quem possui reserva financeira. Utilizar parte da reserva de emergência pode ser uma alternativa interessante, desde que não comprometa a segurança financeira. Isso porque o pagamento à vista evita a incidência de juros, funcionando como uma economia indireta.
Já para quem pretende resgatar investimentos, é importante avaliar com cautela. Em aplicações de renda fixa, por exemplo, o saque antecipado pode gerar maior tributação ou perda de rentabilidade, o que pode tornar o parcelamento mais vantajoso na comparação.
Outro ponto relevante é a prioridade financeira: se o contribuinte tiver dívidas com juros mais altos, como cartão de crédito ou cheque especial, pode ser mais inteligente manter o parcelamento do imposto e direcionar recursos para quitar essas pendências mais caras.
O pagamento do Imposto de Renda pode ser feito via débito automático ou por meio do Darf (Documento de Arrecadação das Receitas Federais), emitido no portal da Receita Federal. No caso de parcelamento, o contribuinte deve recalcular mensalmente o valor das parcelas, já que há acréscimo de juros ao longo do tempo.







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