Otto Alencar minimiza apoio de Tiago Correia a Angelo Coronel e reforça que decisões no PSD passam pela cúpula
- Adilson Silva

- 22 de ago. de 2025
- 2 min de leitura
O presidente do PSD na Bahia, senador Otto Alencar, tratou com naturalidade a aproximação entre o líder da oposição na Assembleia Legislativa, Tiago Correia (PSDB), e o senador Angelo Coronel (PSD). Em entrevista, Otto destacou que qualquer movimento envolvendo o partido precisa ser decidido internamente e negou que haja qualquer possibilidade de aproximação com a oposição ao governador Jerônimo Rodrigues (PT).
“Não existe esse negócio de atração. Para o PSD, para qualquer lugar, tem que falar comigo. Passa por mim, passa pelos deputados estaduais, pelos deputados federais, pelos prefeitos. Qualquer decisão eu vou tomar ouvindo todos, do vereador ao Coronel, do deputado estadual ao federal”, afirmou o dirigente.

Na última semana, Tiago Correia declarou apoio à reeleição de Coronel durante agenda em Guanambi. A manifestação ganhou repercussão porque ocorre em meio às especulações de que o senador pode ser preterido na chapa do grupo governista, diante da possibilidade do PT lançar uma composição “puro-sangue” em 2026.
Otto, no entanto, fez questão de minimizar o episódio. Para ele, qualquer candidato tende a aceitar apoios sem que isso represente ruptura ou ameaça à aliança com o governo estadual. “Eu não conheço um candidato, seja proporcional ou majoritário, que recebendo apoio diga ‘não quero seu voto’. Coronel é do PSD, que está na base do governo. Ele recebeu o apoio, como qualquer candidato faria, mas isso não muda a posição do partido”, declarou.
O senador também reforçou que o PSD segue alinhado com Jerônimo Rodrigues e que discussões sobre a eleição de 2026 só devem ocorrer no momento certo. “Conversar agora é precoce, desnecessário e prejudicial ao andamento do governo. O governador quer o voto de todos, não quer perder voto. Uma voz isolada não resolve nem para Coronel nem para ninguém”, concluiu.
Nos bastidores, cresce a especulação de que o PT deve apostar em uma chapa puro-sangue para 2026, com Jerônimo candidato à reeleição, Jaques Wagner na disputa pelo Senado e Rui Costa também buscando uma vaga na Casa Alta. Nesse cenário, Coronel ficaria de fora da majoritária, o que tem alimentado tensões dentro do grupo governista.
Dizeeeemmm… será que essa movimentação não é uma jogada de Otto? Enquanto Coronel solta declarações e se aproxima de ACM Neto, Otto mantém o discurso de unidade com o PT, mas sem abrir mão da vaga do PSD na chapa majoritária. Afinal, depois da sinalização petista de querer uma composição puro-sangue com Rui Costa e Wagner para o Senado, talvez essa seja apenas uma forma de marcar posição e pressionar o grupo governista.







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