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Operação da PF envolvendo Ciro Nogueira aumenta pressão sobre delação de Daniel Vorcaro

A nova fase da operação da Polícia Federal que investiga possíveis irregularidades envolvendo o senador Ciro Nogueira e o empresário Daniel Vorcaro é interpretada por investigadores como um movimento para pressionar o banqueiro a apresentar informações mais consistentes em seu acordo de delação premiada.

Segundo fontes ligadas às investigações, a PF tem conseguido avançar na apuração de supostos esquemas relacionados ao Banco Master sem depender diretamente das informações fornecidas por Vorcaro. Esse cenário teria reforçado a exigência para que a colaboração apresente fatos inéditos, provas robustas e envolvimento de novos investigados para que possa ser validada pelo Supremo Tribunal Federal.

Vorcaro está negociando a delação desde março, quando deixou o Presídio Federal de Brasília e foi transferido para a Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal. Desde então, a operação Compliance Zero teve novos desdobramentos.

Em abril, a PF prendeu o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa. Já nesta quinta-feira (7), a nova etapa da investigação teve como principal alvo Ciro Nogueira, ex-ministro da Casa Civil no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A defesa do senador negou qualquer irregularidade. Em nota, o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, afirmou que repudia insinuações de ilegalidade envolvendo a atuação parlamentar de Ciro.

Nos bastidores, investigadores avaliam que as recentes medidas adotadas demonstram que a PF possui elementos suficientes para avançar na investigação independentemente de colaboração premiada. A expectativa agora é que Vorcaro entregue detalhes mais amplos sobre os supostos esquemas, apresente provas concretas e indique caminhos para ressarcimento dos prejuízos investigados.

O ministro André Mendonça, relator do caso no STF, teria sinalizado a interlocutores que não pretende homologar a delação nos moldes apresentados até o momento.

Na última semana, a Polícia Federal também pediu ao STF a reavaliação da permanência de Vorcaro na sede da corporação em Brasília, diante da demora na apresentação do material prometido.

Uma primeira versão da proposta de delação foi entregue nesta quarta-feira (7) à PF e à Procuradoria-Geral da República. O documento inclui anexos com relatos de supostas irregularidades, nomes de envolvidos e documentos apresentados como provas.

As negociações seguem em andamento e devem avançar para discussões sobre eventual redução de pena e definição do regime prisional. Até agora, integrantes da investigação avaliam que não há perspectiva de concessão de perdão judicial ao banqueiro.

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