Netanyahu nega pressão sobre EUA e afirma que entrada de Trump na guerra contra o Irã foi independente
- Adilson Silva

- há 1 hora
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O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta quinta-feira (19) que não houve qualquer tentativa de influenciar os Estados Unidos a entrarem no conflito contra o Irã. Segundo ele, o presidente Donald Trump já tinha convicção própria sobre a necessidade de enfrentar o programa nuclear iraniano.

Durante entrevista coletiva, Netanyahu negou que tenha induzido Washington ao confronto e reforçou que a decisão americana foi autônoma. Em outro momento, destacou que os dois países atuam em parceria no conflito, e não em uma relação de dependência.
O premiê também comentou rumores recentes sobre sua morte em ataques iranianos, iniciando a coletiva com uma declaração em tom irônico para desmentir as especulações.
A fala ocorre em meio a críticas crescentes dentro dos Estados Unidos, onde setores avaliam que Israel teria contribuído para ampliar o envolvimento americano na guerra. O cenário se agravou com o impacto econômico global, especialmente após a restrição no tráfego no Estreito de Hormuz, que pressiona os preços do petróleo.
Netanyahu confirmou que o ataque ao campo de gás de Pars Sul foi realizado exclusivamente por Israel e afirmou que respeitou um pedido de Trump para evitar novas ofensivas no local, que é considerado estratégico para a produção de energia na região.
Apesar do alinhamento geral, há sinais de divergência entre os objetivos dos dois países. Enquanto os Estados Unidos concentram esforços na contenção militar e no enfraquecimento das capacidades bélicas do Irã, Israel também defende a possibilidade de mudanças internas no regime iraniano.
Autoridades americanas têm indicado que a prioridade é neutralizar ameaças militares e impedir o avanço nuclear de Teerã, sem necessariamente promover uma troca de governo.
Netanyahu, por sua vez, voltou a mencionar a possibilidade de transformação política no país adversário e sugeriu um redesenho da infraestrutura energética regional. Entre as propostas, está a criação de rotas alternativas para transporte de petróleo e gás, reduzindo a dependência de pontos estratégicos como o Estreito de Hormuz e o Bab el-Mandeb.
A crise no Golfo Pérsico e os ataques a instalações energéticas têm elevado os preços dos combustíveis no mercado internacional, aumentando a pressão inflacionária e ampliando os efeitos econômicos do conflito em escala global.







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