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Mercado aumenta projeção da inflação para 4,36% em 2026, aponta Banco Central

A estimativa do mercado financeiro para a inflação oficial do país foi revisada para cima e passou a indicar alta de 4,36% em 2026. O dado consta no Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (6) pelo Banco Central do Brasil, que reúne previsões de instituições financeiras sobre os principais indicadores econômicos.

Essa é a quarta elevação consecutiva na projeção do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência da inflação no país. Mesmo com a revisão, o índice ainda permanece dentro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, fixada em 3%, com margem de tolerância entre 1,5% e 4,5%.


Foto: Marcello Casal Jr./Arquivo/Agência Brasil
Foto: Marcello Casal Jr./Arquivo/Agência Brasil

O aumento nas expectativas ocorre em meio às incertezas provocadas pelo cenário internacional, especialmente os impactos da guerra no Oriente Médio. Dados mais recentes mostram que, em fevereiro, a inflação foi pressionada principalmente pelos setores de transporte e educação, resultando em alta mensal de 0,7%. Ainda assim, o acumulado em 12 meses recuou para 3,81%.

A divulgação do índice de março, que já pode refletir os efeitos das tensões externas, está prevista para esta semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Para os próximos anos, o mercado também ajustou levemente as projeções: a inflação esperada para 2027 subiu para 3,85%, enquanto as estimativas para 2028 e 2029 ficaram em 3,6% e 3,5%, respectivamente.

No campo da política monetária, a taxa básica de juros, a Selic, segue como principal instrumento de controle inflacionário. Atualmente em 14,75% ao ano, o índice foi reduzido recentemente pelo Comitê de Política Monetária (Copom), após um período prolongado de altas. No entanto, diante do cenário de incertezas, o Banco Central não descarta rever o ritmo de cortes.

A expectativa do mercado é que a Selic encerre 2026 em 12,5% ao ano, com novas reduções nos anos seguintes, podendo atingir 9,75% em 2029.

Em relação ao desempenho da economia, a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano foi mantida em 1,85%. Já a cotação do dólar deve fechar 2026 em torno de R$ 5,40, segundo as estimativas do relatório.

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